sexta-feira, 24 de julho de 2015

O avesso do avesso

Dr. João mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br



O avesso do avesso

Estou para ver  ser humano que sofra mais discriminação que o velho,  e se lei resolvesse, viveríamos a cria-las diuturnamente.
A velhice te torna invisível, diz um geronte galante, execrável, quando temos pressa de sair de um avião, ridículo, quando confunde aquele flerte cujo objeto de desejo, esta atrás de seu ombro.
Enfadonho quando temos de ouvir a historia até seu penoso fim. Caduco, quando a ouvimos mais de uma vez. Autoritário ou tirano quando ele/a é o dono da grana.
Insuportável, quando o casamento foi pelo mesmo motivo.
Passa também aos adjetivos compostos se tiver mais de um “defeito”, velho brocha, quando já não dá mais no couro. Velho bicha ou bicha velha, quando gosta da diversidade.
Preto velho, ou nega velha.
Velho babão, seqüelado ou parkinsoniano, que não consegue cuspir. Tolo quando se apaixona pela expert em mudanças de titularidade financeira e idiota quando esta o abandona com uma mão a cada lado do corpo!
Orgulhoso, se sóbrio e discreto.
Tarado, se usa serviços de profissionais, enxerido se tenta a conquista.
A principio o velho está errado por ter envelhecido.
Motivo pelo qual as Candinhas e Marocas,  de plantão vão gestar  conversas, “viu seu fulano, comprou um anel de brilhantes para aquelazinha”, ou “um carro novo para sua mulher, para ela andar com o motorista...”
Vocação de velho é ser discriminado, enredado e até interditado.
Preconceito puro, não entendo necessidades de filas preferenciais, estacionamentos e modos diferentes de se acessar locais públicos, exceto se deficiente, porque assim como quotas essas ações me parecem discriminatórias.
Os motivos estão ligados ou ao medo de ficar igual e passar por aquilo que não conhece nem domina, ou a inveja de quem não assume nem experimenta, 
O reparo a posições discriminatórias, passa pela educação de qualidade para a massa da população! 
Aprendíamos jovens, que cavalheiros em um transporte coletivo cedem incontestes seus lugares as senhoras ou senhoritas estejam elas grávidas ou não, da mesma forma a pessoas mais velhas, sejam deficientes ou não, isso é educação, civilidade e gentileza e não precisa ser transformado em lei ou escrito em nenhum lugar.
Tornar o outro diferente em lei é discrimina-lo, as quotas raciais, são meros reparos a educação básica de péssima qualidade e um recibo passado de incompetência de mudar o status quo!
O respeito a diversidade é uma via de mão dupla os radicalismos passam pela absoluta falta de educação da população e pelo espírito de falar da vida alheia.
A mesma empresa de TV que pede respeito a sua jornalista, dita vitima de racismo,  exibe anualmente através de seu programa BBB, um circo de anômalos, escolhidos a dedo para instar a curiosidade  mórbida de Candinhas e Marocas de era moderna, que se deleitam a falar de comportamentos menos ortodoxos.
Rede deseducadora, instiga  a visão discriminatória que diz tão natural, em nome de audiência e dinheiro dos incautos, deprimente massa de manobra..., desse jeito pode?
Desconstrução, termo da moda, onde se destrói conceitos e regras  estabelecidas em benefícios de liberalidades perenes. 
Chame um negro de preto e você arrumou uma encrenca, mas chame um desonesto de ladrão, ele nem liga, seja homo ou hetero. No máximo, vai dizer que outros fazem ou fizeram igual, como se isso dirimisse sua culpa!!
Alto lá! Alto lá! 
A corrupção desenfreada é parceira da liberalidade, que nada tem haver com liberdade, há um acordo tacito de transgressões progressivas e permissivas. Tudo é normal, tudo pode!?
Alto lá, nem tudo, você pode amar quem você quiser da forma que quiser, seja quem for, porem, não pode corromper inocentes, existem limites, educar para igualdade, não estimular a diversidade, como se tem feito nessas cartilhas hediondas, formuladas por deformados, educar para igualdade passa por não estabelecer obrigatoriedades comportamentais, porem com respeito a limites e  limites para o respeito. 
Velho, preto, bicha, gordo, careca, nordestino, coxinha, “azelite”..., continuarão a existir e alguns seguirão a se impressionar com isso!
Obama e Pelé não deixarão de serem negros, o Jô não deixará de ser gordo, nem a Mercury e o Matogrosso de serem bi ou homo, porque falamos ou pensamos ou não, e isso nada mudará!
A educação deve gerar o respeito, esse a tolerância, assim a convivência de todos e para todos e não apenas aos diversos.

JMS