Dr. João mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
O
avesso do avesso
Estou para ver ser humano que sofra mais discriminação que o
velho, e se lei resolvesse, viveríamos a
cria-las diuturnamente.
A velhice te torna invisível, diz um geronte galante, execrável, quando temos pressa de sair
de um avião, ridículo, quando
confunde aquele flerte cujo objeto de desejo, esta atrás de seu ombro.
Enfadonho
quando temos de ouvir a historia até seu penoso fim. Caduco, quando a ouvimos mais de uma vez. Autoritário ou tirano quando ele/a é o dono da grana.
Insuportável,
quando o casamento foi pelo mesmo motivo.
Passa também aos adjetivos compostos
se tiver mais de um “defeito”, velho
brocha, quando já não dá mais no couro. Velho bicha ou bicha velha,
quando gosta da diversidade.
Preto
velho, ou nega velha.
Velho
babão, seqüelado ou parkinsoniano, que não consegue cuspir. Tolo quando se apaixona pela expert em
mudanças de titularidade financeira e idiota
quando esta o abandona com uma mão a cada lado do corpo!
Orgulhoso,
se sóbrio e discreto.
Tarado,
se usa serviços de profissionais, enxerido
se tenta a conquista.
A principio o velho está errado por
ter envelhecido.
Motivo pelo qual as Candinhas e Marocas, de plantão vão
gestar conversas, “viu seu fulano, comprou
um anel de brilhantes para aquelazinha”, ou “um carro novo para sua mulher,
para ela andar com o motorista...”
Vocação de velho é ser discriminado,
enredado e até interditado.
Preconceito puro, não entendo necessidades
de filas preferenciais, estacionamentos e modos diferentes de se acessar locais
públicos, exceto se deficiente, porque assim como quotas essas ações me parecem
discriminatórias.
Os motivos estão ligados ou ao medo de ficar igual e passar por aquilo
que não conhece nem domina, ou a inveja de quem não assume nem experimenta,
O reparo a posições discriminatórias,
passa pela educação de qualidade para a massa da população!
Aprendíamos jovens, que cavalheiros
em um transporte coletivo cedem incontestes seus lugares as senhoras ou
senhoritas estejam elas grávidas ou não, da mesma forma a pessoas mais velhas,
sejam deficientes ou não, isso é educação, civilidade e gentileza e não precisa
ser transformado em lei ou escrito em nenhum lugar.
Tornar o outro diferente em lei é
discrimina-lo, as quotas raciais, são meros reparos a educação básica de péssima
qualidade e um recibo passado de incompetência de mudar o status quo!
O respeito a diversidade é uma via
de mão dupla os radicalismos passam pela absoluta falta de educação da
população e pelo espírito de falar da vida alheia.
A mesma empresa de TV que pede
respeito a sua jornalista, dita vitima de racismo, exibe anualmente através de seu programa BBB,
um circo de anômalos, escolhidos a dedo para instar a curiosidade mórbida de Candinhas e Marocas de
era moderna, que se deleitam a falar de comportamentos menos ortodoxos.
Rede deseducadora, instiga a visão discriminatória que diz tão natural,
em nome de audiência e dinheiro dos incautos, deprimente massa de manobra...,
desse jeito pode?
Desconstrução, termo da moda, onde
se destrói conceitos e regras estabelecidas
em benefícios de liberalidades perenes.
Chame um negro de preto e você
arrumou uma encrenca, mas chame um desonesto de ladrão, ele nem liga, seja homo
ou hetero. No máximo, vai dizer que outros fazem ou fizeram igual, como se isso
dirimisse sua culpa!!
Alto
lá! Alto lá!
A corrupção desenfreada é parceira
da liberalidade, que nada tem haver com liberdade, há um acordo tacito de
transgressões progressivas e permissivas. Tudo é normal, tudo pode!?
Alto
lá, nem tudo, você pode amar quem você quiser da forma que quiser, seja
quem for, porem, não pode corromper inocentes, existem limites, educar para
igualdade, não estimular a diversidade, como se tem feito nessas cartilhas
hediondas, formuladas por deformados, educar para igualdade passa por não
estabelecer obrigatoriedades comportamentais, porem com respeito a limites e limites para o respeito.
Velho,
preto, bicha, gordo, careca, nordestino, coxinha, “azelite”..., continuarão
a existir e alguns seguirão a se impressionar com isso!
Obama e Pelé não deixarão de serem
negros, o Jô não deixará de ser gordo, nem a Mercury e o Matogrosso de serem bi
ou homo, porque falamos ou pensamos ou não, e isso nada mudará!
A educação deve gerar o respeito,
esse a tolerância, assim a convivência de todos e para todos e não apenas aos
diversos.
JMS
