sexta-feira, 17 de março de 2017

OS CÉREBROS DO RN

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
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OS CÉREBROS  DO  RN


Uma das mais nobres matérias em desenvolvimento humano é o estudo da neurociência, compreende estudos variados que vão do comportamento a memória, passam por estudos de patologias psiquiátricas ao jeito normal de se agir.
Usualmente quanto mais desenvolvida a nação e quanto melhor seu IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, melhores recursos para se estudar esta matéria.
Paradoxalmente, criou-se uma singular iniciativa em nossa região, um  projeto de dar ao RN um celeiro de mentes inquisitórias, criativas, e com pensamento científico.
Coadjuvante em formação de alunos e com propostas de uma nova grade educativa.
Vetor de pensamento lógico per si imã para pós - graduação de profissionais locais e externos.
Um campus de neurociências em um município da grande Natal, mais especificamente  em Macaíba, com varias instalações de suporte por toda grande Natal, com boa parte em funcionamento.
Iniciado com recursos da maior doação privada já realizada no Brasil, Lilly Safra,  fato comum em países desenvolvidos e muito raro por aqui, por motivos que tão bem conhecemos.
Esperanças no sentido de estudos do desenvolvimento, envelhecimento e adoecimento do cérebro, desde a infância até o gerente, abrangendo áreas as mais variadas, como movimento, promessas de exoesqueleto, do famigerado pontapé inicial da Copa de 2014, que faria andar lesionados medulares, a  memória com pesquisas em Alzheimer, Parkinson, ELA, entre outras patologias e o desenvolvimento normativo, com interessante proposta em uma nova educação. 
Sonhemos com fontes de pesquisas em geriatria, neurologia, neurociências, comportamento, em nosso quintal, local em que formularíamos  teses a serem desvendada o quanto isso seria benéfico ao desenvolvimento de nossos órgãos de ensino superior em matérias afins?
Imaginemos crianças endemicamente desnutridas com déficit de aprendizado podendo estar integramente acompanhadas modificando suas expectativas e perspectivas na vida em um micro cosmos, refletido no nosso município e concomitantemente ao nosso estado, finalmente com reflexo no pais como um todo. Fator modificador.
Fator de inclusão de nosso estado em um Saara totalmente inédita para o nosso contexto.
Quanto de desenvolvimento em ensino e em educação de nossos jovens, isso poderia nos dar?
Projeto midiático em demasia com alguns conflitos de vaidades, mas extremamente promissor em nossas desérticas propostas, como todos os demais sofreu com má vexação e possíveis desvios de finalidade e de verba, foco de agravos com cientistas e gestores locais, certos por motivos errados.
Existe é real e de muito interesse para o Brasil, que dirá para o RN e ainda mais para Natal e Macaíba, não adianta ficar procurando o que foi  desviado e imobilizar esse patrimônio que está por tão pouco para se concretizar.
Caminhou-se sessenta por cento do percurso faltam quarenta, vamos desistir ou concluir o trajeto, vamos esperar o que já investimos virar areia, para depois dizer não deu certo? Vamos seguir e buscar recursos para concluir e readaptar as idéias a novos ideais?
Vamos deixar perder como os muitos projetos que pereceram diante de gestores inertes?
Casos como o hotel da BRA na costeira, o hotel dos Reis Magos na praia do meio, e o famigerado aeroporto novo, imposto em substituição a um excelente equipamento recém reformado que  agora é sucata, independente das preferências de seus usuários, são exemplos da interação da má gestão, suscetibilidades de políticos mal intencionados e a corrupção, corrosivo que faz o fruto de nosso esforço escorrer pelo ralo do descaso.
Vamos mais uma vez nos calar e deixar ao outro a responsabilidade de agir ou vamos nos unir e cobrar das autoridades a devida ação para a conclusão deste projeto?
Dispomos de um grande equipamento modulador, que já esta em processo de desenvolvimento, necessita ser concluído para poder nos proporcionar o que dele se espera.
Devemos refletir se é esse o destino que queremos para os cérebros do Rio Grande do Norte.
Devemos todos nos unir para que tenhamos a possibilidade de dar aos cérebros potiguares maiores asas para que alcem vôos mais longos, firmes, e persistentes influindo de forma mais decisiva na reserva pensante de nosso país.

JMS








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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

GENÉRICOS

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
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GENÉRICOS

Recorrente a discussão sobre fármacos referencias e genéricos, custo benefício, compatibilidade, equivalência, qualidade, preço, eficácia...!
Pessoalmente não os prescrevo, mas quando alguém me pergunta  sobre usar ou não, explico que avaliaria o fabricante, as metodologias de fabricação,  a origem dos sais utilizados.
Pratico medicina há mais de 30 anos, sou contemporâneo, da CEME, Central de Medicamentos, que distribuía medicamentos a serviços públicos de saúde, para possibilitar o tratamento da população, sulfato ferroso, mebendazol, metronidazol, penicilinas etc, eram disponibilizadas ao paciente logo após o ato medico, de forma gratuita.
Complexo B, vitamina C, dipirona, prescritos até que funcionavam, o problema era quando enfrentávamos uma infecção mais grave, se não fizéssemos ajustes de até 100% na dose era raro o paciente que melhorava, já com o de referência, nas doses preconizadas era mais rápida a melhora. 
Criou-se uma certa prevenção aos medicamentos genéricos desde essa época, eram poucos e ruins, mas muitas vezes eram o que tínhamos para tentar tratar.
Depois disso houve o surto de patentes e uma migração a terapias de altíssimo e desproporcional custo de obtenção, que gerou uma elitização das terapias criando um abismo ao acesso de classes sociais de menor capacidade financeira.
Tornou-se objeto de desejo usar os últimos lançamentos da indústria farmacêutica, muitas vezes precisando ou não!!!
Nesse meio tempo no Brasil formaliza-se a universalização dos direitos a saúde, e aos tratamentos gratuitos. País capitalista com constituição socialista. Só poderia dar no que deu.
Direito estabelecido todos os brasileiros tem direito a gratuidade ao atendimento e ao tratamento de sua saúde. Com patente essa conta não fecha. Qual a solução?
Voltemos a CEME?
Privatizamos?
Quem poderá nos atender?
Necessitamos da produção em massa de genéricos para atendermos ao que manda a constituição.
A indústria farmacêutica vê o nicho investe e aposta na produção em escala para reduzir custos quando confrontado aos produtos de referência. Custos em até e no máximo 20% abaixo, favorecem ao maior consumo, porém é pouco necessitamos de um preço mais baixo....
A indústria de turismo quer que você viaje, a automobilística que você compre carro, a de alimentação que se coma muito, assim também a farmacêutica pretende que se consumam, seja referência de valor agregado maior, seja genérico em quantidades maiores, ganha-se da mesma forma.
A politicagem populista e descabida que dá direitos os quais não pretende e nem tem como cumprir é que geram distorções e anomalias nesta relação. Promulgam-se leis, que geram despesas, para que outros paguem.
O sistema de privatizar setores produtivos é fantástico, o estado pode ser pequeno e fiscalizador.
Deixe a quem sabe, produzir os carros, o governo apenas normatiza os itens de segurança e os tipos que podemos ter em nosso meio, os tipos de combustível etc, o estado fiscaliza e adéqua, dá incentivos e recolhe impostos.
Igual no setor farmacêutico,  laboratórios produzem sob a estrita norma erigida pelos órgãos públicos fiscalizadores. Controles de qualidade bio-equivalência etc. Regular e periodicamente aferidos pelas agências reguladoras, fácil, simples e de qualidade quando se cumprem as regras, ocorre que aqui também se dá jeitinho e aqui também há muita corrupção e o que deveria fiscalizar entrega sua obrigação ao fabricante, pasmem, quem dita as normas é quem fabrica porque já possuem o laboratório que fabrica, assim ele também determina o padrão de qualidade.
Acredito até que em algum momento isso possa ter funcionado mas sempre fadado ao fracasso.
O projeto de genéricos poderia até ser bom se o governo agisse como governo e não como parceiro, se as agencias fiscalizarem e não fossem submissas ao poder econômico que as move, e aos conflitos de interesses que não são previstos.
Medicamentos com equivalências diferentes do esperado é falha capital no sistema de controle.
Diferenças exorbitantes de custo entre similares só em condições escusas.
Realmente no mundo todo os genéricos, facilitam ajudam e reduzem custos. Por aqui ainda é pratica duvidosa enquanto não estivermos seguros, melhor evitar.
JMS


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MALES QUE VEM PARA O BEM UTILIDADE SOCIAL x PREVIDENCIA

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
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MALES QUE VEM PARA O BEM
UTILIDADE SOCIAL x PREVIDENCIA
Tema atual a reforma da previdência esta sobre a mesa e será a obsessão gerencial deste governo ladino que hora habita em Brasília.
Muito tem-se falado sobre tempo de contribuição, tempo de serviço, aposentadoria, sobre falência previdenciária, falácias, engodos e ficção.
Projetos de dar a conta certa as pessoas erradas, ninguém comenta das renuncias fiscais e os débitos astronômicos que mega empresas tem com os órgãos públicos, e seus afins e quanto isso impacta no famigerado déficit previdenciário, bandeira deste lunático destemperado que herdamos do governo mais corrupto que habitou um poder na face da terra.
A empresa centro das atenções no escândalo de propinas no Brasil hoje que manteve em seu epicentro essa organização criminosa travestida de partido que gestou e nos empulhou esse vice, agora presidente, espalhou seu modelo em mais de trinta países.
Pensem comigo, foi só ela, outras não? Sigam pensando todas estão religiosamente em dia com a receita e com a previdência?
Propor agora que pessoas que seguiram a regra durante anos aceitem que precisam se sacrificar um pouco mais..., sem antes determinar qual a carga de reparo para os mega fraudadores, para os ilícitos etc
Pensem comigo, qual a carga e o impacto da evasão fiscal previdenciária sobre as quantias desviadas, não equilibrariam ao menos parte desta propaganda enganosa?
Teremos em breve o complemento da relação dos corruptos, por delação,  além dos trastes já defenestrados, que legitimidade tem corruptos a propor medidas tão solenes a população da terceira idade. Reduzindo direitos e aumentando deveres a luz de uma campanha de quebra da previdência!
PARADOXALMENTE aquilo que parece uma crueldade com os velhinhos, agirá de modo inverso mantendo o geronte por mais tempo em suas obrigações, estendendo suas responsabilidades e obrigações para com  ele, sua empresa, seus clientes, sua família, e demais situações.
A aposentadoria precoce, súbita, e sem um plano B tem sido associada a maior frequência de adoecimentos com  recidivas, projeto de parada sem que hajam vantagens em agencias de viagens, em clubes, em laser, em melhora pecuniária levam na maioria das vezes a uma deterioração da saúde com esgotamento de reservas fisiológicas, cronicidade e óbitos.
Países onde a previdência valoriza seu segurado, prevê além de um bom aporte financeiro, suficiente para sua manutenção alimentar, medicamentosa, e material uma ampla rede de assistência social, e descontos subsidiados para todas as atividades do geronte, da academia ao teatro, passando por passagens, hospedagens e incentivo a passeios. Chegando em muitos casos a gratuidade.
Nossa realidade pune aquele que já produziu penalizando a vilania da penúria e da dependência de filhos, parentes e aderentes, levando com ela o restinho de dignidade, já combalida em quem recebe do envelhecimento suas limitações.
Realidade diferente projeto de vida diferente, enquanto puder o geronte de países subdesenvolvidos, alvo de projetos pessoais de ratos, travestidos de gestores, classe amorfa e fungica que vive de colonizar o suor de quem os confiou aos cargos, deve se manter trabalhando.
Caso reúna tempo suficiente para aferir seus proventos, sugiro começar a recebe-los, porém sem parar de trabalhar, isso somente em último caso e com um muito bom projeto substitutivo,
Manter a utilidade social é um grande projeto de manutenção de higidez do cidadão da terceira idade. Quanto mais função tiver  em seu meio, menos tempo terá para prestar atenção a pequenas mazelas que de outra forma podem amplificar-se levando a processos devastadores a sua saúde, convivência e sobrevivência.
O problema então não é parar de trabalhar, o problema é parar de forma lenta, gradual, progressiva.
Sou incentivador da aposentadoria que reduz horas trabalhadas, por exemplo em uma hora a cada dois  anos e mantem o salario, como forma de valorização, findo dez anos o funcionário trabalharia apenas meio expediente e sentiria menos essa descontinuação. A empresa também sentiria menos essa perda.
Qualificar aposentadoria, também,  é colocar na cadeia esse bando de inescrupulosos, cínicos, que estão debochando do esforço que você faz para produzir e achincalham seus proventos, destroem todas nossas riquezas em series improprias da apropriação do patrimônio comum.
Voltemos pois a sacudir que eles caem, LAVEMOS a JATO toda essa imundície.

JMS