segunda-feira, 18 de abril de 2016

TOLERÂNCIA E INCLUSÃO


Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br






TOLERÂNCIA E INCLUSÃO  

Idade per si já é fator discriminante e de isolamento, lidamos todos os dias com dificuldades de inclusão do mais lento em gesto e em entendimento, do que já não é tão belo..., sem falar naqueles que com patologias, repetem, perguntam e não compreendem.

Entendimento e inclusão ao idoso é vital.

Termos vulgarizados por políticos oportunistas que querem para si um domínio que só se utilizam por retórica, não vejo em sua maioria nenhum que transpasse da intenção ao gesto. Muito bonito se dizer em palanque que condena o anti semitismo e vender armas a inimigos ou apoiar comunidades negras, e dar verbas ao Klu Klux Klan....  

Sempre encontrei muita dificuldade em lidar com o diferente, pisando em ovos, por não saber o que ofende, me sentia sem jeito ao lidar, como quem pega criança de colo pela primeira vez,  um autista ou um portador de paralisia cerebral, sempre me foi difícil abordar.

Tenho tido aulas sequentes de tolerância e inclusão que de tão improváveis se fazem místicas e míticas, em um momento em que isso parece mercadoria rara, passo por aprendizado de coleta!  

Nunca professamos em criação de descendentes qualquer posição que desabonasse ou reduzisse quem quer que fosse devido sua cor, credo, estado cível ou financeiro, obesidade ou caquexia, nem para um lado, nem para o outro!

Sem críticas às preferências sexuais, mas sem apologias também, normal, igual, sem observâncias!  

Vida segue e formam-se indivíduos esses se casam geram prole!  

O exemplo e a educação de maneiras se transmitem e como um gene, se transportam aos mais jovens e retornam em modo de ser.  

Há algum tempo, meu neto mais velho, Luiz,    chega em casa com o rosto todo marcado e sem um dos dentes de leite que havia perdido em uma agressão sofrida na escola. Fico desconcertado, já que ele é de boa índole e não costuma se envolver em demandas. Como pode?

Descubro ainda que ele pediu a professora que não punisse o agressor?! Informa que o menino, sendo especial, não fez porque quis, e estava automaticamente absolvido. Sequência em outra semana, comemorando o seu aniversário na escola, conheço aquele que para mim tina sido algoz  pelo ocorrido, um amor de criança, diferente, abraçado a meu neto me pune com sua inocência e simplicidade!  

Tempos depois em um jantar, sou questionado, como vai Juju, sua neta? Que ela dá conta de tudo e participa com todos? Etc...

 Comento com minha filha, que Júlia é uma onda, todos falam bem dela e escuto:  “é que o filho desta pessoa  é especial, autista, e na sala dela tem dois especiais, e ela os inclui o tempo todo, voluntariosa, vai buscá-los e traz  para as brincadeiras e atividades e isso faz com que as mães destes, tenham por ela o maior carinho e admiração”!

Como me senti orgulhoso!E mais que isso, seguro, de que aqueles que são especiais, não tem o que temer, já nasceram aqueles que naturalmente, sem forçar a barra, crescerão junto aos "diferentes" de forma absolutamente serena os incluirão sem que tenhamos de professar leis, ou normas de exceção ou goela abaixo, eles não serão suportados porque querem alguns, serão incluídos por serem essenciais a felicidade de todos e assim, como os idosos, os dependentes...

Parece em curso uma lição a políticos e governantes,  que alguns conceitos, vem de dentro para fora.

Proporcionalmente parece implícito que a intolerância e a exclusão daqueles que matam com a pratica de desmandos e CORRUPÇÃO também é visceral e de dentro para fora.

Não deve existir tolerância e compreensão,   com quem rouba, quem pratica a corrupção, pois, esses como já escrevi aqui são assassinos em escala, quem desvia ou se apossa, o faz de quem menos pode e de quem menos sabe, tornasse tão criminoso quanto esses líderes militares que levam o povo a extermínio.  

Aqueles que perecem por viroses previsíveis e contornáveis, pela falta de medicamentos e/ou vagas em hospitais, que ficam sem seu seguro saúde por inflação proveniente de desvios em orçamentos públicos, aos que morrem feito moscas, aos que ficam dependentes e não podem arcar com custos de seus cuidadores. Enfim quando alguém submete seu nome ao voto, assume a responsabilidade com aqueles que representa e todas as responsabilidades inerentes.  

Aos que traem essa função nosso repudio e implacavelmente intolerância.

Nasceu e esta entre nós,  a geração para quem tolerância e inclusão, serão termos tão praticados e naturais, quanto respirar.

Tolerância praticada é evolução.

JMS