Hipertensão no idoso
Dr. João Mariano
Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
Doença de causas
desconhecidas em 95% dos casos, por isso mesmo dita essencial, afeta pacientes
de ambos os sexos principalmente após os 40 anos, com predominância nas mulheres.
Pode passar
desapercebida, assintomática ou causar dores
de cabeça, tonturas, aperto no peito, palpitações, e se severa, levar a morte,
quer por causas cardiológicas, quer por trombose ou derrame, o acidente vascular
cerebral, evento mais comum em hipertensos,
sobretudo, em hipertensão sistólica isolada, que é o aumento apenas da pressão
máxima.
Associa-se ao
stress, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo crônico, uso abusivo de sal,
gorduras, sobretudo as trans e oxidadas, presentes em frituras e aditivos
alimentares.
O sistema
circulatório é um perfeito e ajustado modelo hidraulico estanque, com regulação
e modulação por contrações e dilatações vasculares, de acordo com liberações
neuro-endócrinas de substâncias vasoativas, que agem na elasticidade dos vasos
como fator de aumento ou redução de níveis pressóricos, conforme as necessidedes
de momento.
O envelhecimento
e o aumento da rigidez vascular interferem nestas regulações, portanto a idade
é por si só, um agente hipertensivo.
Acomete 65% dos
idosos, e 80% das mulheres acima de 75 anos., mais os negros, obesos, e diabéticos.
Diagnosticada por
medições seqüenciais e exames como eletrocardiograma, ecocardiograma,
ergometria, monitorização contínua e domiciliar da pressão arterial, assim como,
exames laboratoriais, procede-se a tentativas terapêuticas.
Casos leves e
moderados, em uma primeira intervenção tentar o controle de stress, alimentar,
prática de atividade física e reavaliar.
Utilizar equipe
multiprofissional, composta de assistentes sociais, farmacêuticos, psicólogos,
nutricionistas, enfermeiros, educadores físicos, expandindo a abordagem e o controle, dando a
justa ênfase ao paciente da importância de sua participação nos cuidados com
sua saúde.
A hipertensão
noturna, com ou sem crises de apnéia do sono é fator agravante.
Quando da terapia
medicamentosa considerar: diuréticos, betabloqueadores, bloqueadores dos canais
de cálcio, inibidores da enzima conversora da angiotensina, antagonistas da
angiotensina II, os novos inibidores da renina, simpatolíticos de ação central
e alfabloqueadores que são drogas disponíveis para uso isolado ou em associações,
individualizando cada hipertenso.
A ablação
ultrassonica da arteria renal, parece um procedimento promissor na estabilização
de casos reno vasculares!
A pressão nunca
deve ser reduzida de forma abrupta, devendo ser um trabalho de extrema paciência
e persistência, prevendo ajustes, até a obtenção das metas pré estabelecidas.
A avaliação de
comorbidades, doenças associadas auxiliam muito a estabilização dos quadros
hipertensivos, a hiperuricemia, ácido úrico elevado, gota, o colesterol,
triglicerideos, e a glicemia, nos diabeticos.
Medicamentos como
os corticóides, e certos antiinflamatórios agravam a hipertensão.
O segmento e
avaliação de risco de órgãos alvos, coração, infartos e insuficiência, rins,
insuficiência, cérebro, isquemia, retinopatia hipertensiva e adesão à terapia
proposta, complementam o trabalho do profissional!
Valorizar a
ansiedade, o stress, associado como causa ou conseqüência da hipertensão, colabora
com o tratamento, tornando possível a redução e até a retirada de medicamentos.
A participação do
idoso hipertenso em programas contínuos de controle, devolvem a segurança, dão
manejo ao paciente sobre sua doença.
A hipertensão
ainda não tem cura, apenas tratamento, provavelmente, para toda vida.
As medidas
domiciliares devem ser estimuladas com cautela e controle, principalmente, em relação
ao medidor e ao aparelho que vai medir.
A utilização de
terapias alternativas e milacrias devem ser vista com reservas, chás de xuxu
quebra pedra etc, podem retardar a terapêutica adequada.
Hipertensão é
doença crônica e multifatorial e como tal deve ser abordada, a humanização e individualização
como regra reduz o risco de fracasso terapeutico!
JMS


