sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


Do fim ao recomeço

 
Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
Ainda bem que o mundo não acabou, não sei se Nostradamos ou Zaratusta foi quem profetizou que de 21/12/12 não passaríamos, incas, maias, ou mesmo algum alves,  e lá estavam muitos conformados, esperando, consolados pelo simples fato do fim se anunciar coletivo, já que é para ir e levar todo mundo junto vamos felizes,  tirando onda de profeta! Fato é que despertamos, ufa, as contas do dia 25!!!
Se tivermos de ir iremos individualmente como sempre e o que esperar de um ano novo terminado em 13!
Comentários reservados, vamos lá, já que o mundo não acabou e está se aproximando  um novo ano, sempre há possibilidade de um recomeço, vamos as ilações!
Se houvesse se acabado, como estariam seus pertences, sua casa, seu dinheiro no banco e o banco por mais rico e forte onde estaria, o que seria de suas jóias, seu carro, como estariam, de que forma ficariam o condomínio na praia a piscina?
A família, os amigos e os desafetos, aqueles que queremos bem, os que nem tanto, como ficariam as querelas, desavenças, os amores, as paixões, de que forma estariam no fim do mundo?
Todo tempo despendido em maledicências, intrigas farão falta agora com fim do mundo, aquilo que deixamos de dizer as pessoas que amamos, o bem que não deu tempo de querer, onde e como estariam?
Enfim não acabou nada perdemos, e ganhamos a chance de uma nova era, na qual talvez ainda haja tempo de mudarmos nossa atitude antes que nosso mundo acabe! 
O que realmente compromete na idade não é o tempo passar, mas ser esquecido, portanto reinvente-se na sua faixa, tente manter vivas vocações e sua utilidade social, para comunidade, família, bairro... O que te faz inútil é sua atitude, nunca sua idade. Inclua-se!
Oriente-se pela certeza da finitude, pelo conceito da impermanência, porem levando cada dia as ultimas consequências e retirando dele a seiva vital que possa te proteger de se arrepender do que  há deixado de fazer, lembre-se que “o medo depende da imaginação, a covardia do caráter”! Assim quando chegar o momento de seguir, possamos ouvir que tivemos a coragem de vivermos plenamente até aquele dia!
Busque acercar-se de seus amigos, e familiares, cultive-os como plantas de espécies diversas, algumas de sol outras de sombras, e de idades diversas, não tenha medo do mais novo, mas nunca tente imita-los, sua balada é outra! Ouça-os, tem mais valor aquele que escuta e age como norteador, nunca como juiz!
Conviva!
Ciente que tudo poderia ter se acabado, ficar com a vida é um enorme lucro e já que ficamos com nossa vida fazer-lhe valer a pena é fundamental e qual vida vale a pena?
Ter saúde para caminhar, conter o estresse, controlar sua alimentação e algum dinheiro para dar garantia, poder ter tempo de ver o mundo a as pessoas a sua volta e poder dizer com frequência, como elas são importantes em sua vida, possuir somente aquilo que faça realmente sentido ter, o que te faça falta se não tiveres, nem mais e as vezes menos.
Que vida vale a pena, aquela que acumula riqueza pessoal ou aquela que gera riqueza compartilhada e algum bônus espiritual, os que tem ou os que são, que tipo de existência tens cultivado, onde pretende chegar com tanto peso de teus pertences? Cada dor, e cada problema te acumulam e te pesam como chumbo! Sofra só inevitável!
Dispas-se, pois, parcial ou totalmente, sua caminhada decerto será mais leve com alcances mais longos. Tente seguir apenas com o peso de suas idéias e ideais, motivando-se por cada meta alcançada e não desanimando nem desistindo quando não as obtiver.
Quando estiveres muito, mas muito só, alegre-se e comemore, pois, você é uma ótima companhia!
Acima de tudo, quando tudo em volta parecer muito, mas muito difícil mesmo, erga os olhos olhe para cima e pratique uma oração para qualquer que seja teu Deus e reavalie, duvido que suas dificuldades permaneçam as mesmas!
Pratique e exerça a fé lenitivo restaurador de espíritos obstinados, inquietos e questionadores!
Avalie em sua vida o grau de importância de tudo que te cerca, o destino afasta e aproxima, mas a lembrança mantém vivo aquilo que nos cativa, conecte-se naquilo que te motiva, descarte o que te intimida ou aborrece, pavimente o caminho que te aproxime da felicidade!
Viva hoje, se aproveitando do que aprendeu no passado, para o bem, deixe o futuro chegar a seu tempo, sem grandes anseios, pois cada dia tem sua própria dificuldade!    
Decisões de iniciar atividades físicas, dietas, relaxamento, terapias holísticas... no novo ano são sempre procrastinatórias, veja o que te faz realmente falta e o que pode te fazer realmente bem e vá fundo, deixe de fumar ontem e de beber logo, tire tudo que cause ansiedade de sua rotina! Reforme caminhos, redirecione esforços, meça as ofensas, refaça cobranças, encurte distancias, recomece todo dia, como que a repetir uma oração ou um mantra até que consiga algo próximo da perfeição e nesta hora pouco importará se o mundo acabar, se você fica ou se vai, pois, você terá dado um sentido a sua existência, e é isso que realmente importa em nossa passagem por aqui!    
A todos um Feliz 2013
JMS

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Conflito de gerações

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br

O título deste artigo não remete a adolescentes problemáticos e seus pais inseguros e reféns, desenvolvo esse tema, para pais e filhos, que têm dificuldade de se relacionarem, e, por conseguinte, se compreenderem em idades maduras, quando os filhos passam ou tentam passar a apoiar e/ou cuidar de seus pais, ou como um todo de sua geração imediatamente superior, tios ou até mesmo avós!
Teimosos contumazes, os gerontes não cedem a intransigência crônica de filhos impositivos, que escudados com eu sei o que é melhor para você, justificam suas ações em “boas intenções”!
-Papai precisa ir ao médico, mamãe vai se operar, com um médico muito mais famoso que o dela, titia tem que trocar seu remédio de pressão...
O caldo de cultura para o confronto esta formado, não houveram as  consultas, e convencimentos adequados para que se consiga a cumplicidade do principal interessado. O idoso se sente desprestigiado, vê seu livre arbítrio, sua independência subjugada e isso é devastador ao seu ego, já fragilizado pelo processo de envelhecer.
-Se já não posso comer o que quero, não posso sair quando quero, se muitas vezes dedico meus dias a cuidar de seus filhos, sua casa, se sou eu quem procura e orienta a sua empregada, porque, que na hora que digo que ela não é boa, minha opinião não vale? Porque que quando meus netos não me respeitam, meus filhos ficam contra mim? Pra cuidar eu presto, para impor o respeito não? Quem minha nora pensa que é para gritar comigo?
-Moro em outra cidade e meu filho insiste que eu me mude para a sua cidade, para ficar próxima, porque não se mudam eles para perto, ou porque não podem passar mais tempo em minha casa? Gosto mesmo é do meu canto!
-Construí uma linda clinica com que há de melhor para minha filha recém formada, e ela preferiu se associar a um ex-professor e montou outra, me forçando a um gasto muito maior, e deixando a que eu fiz para ela sem serventia, o que eu fiz de errado?!?
Todos estes relatos e citações são extraídos do dia a dia em nosso serviço, muito resumido e depurado, pois se fossemos citar tudo que ouvimos nestas relações, qualquer espaço seria pequeno! 
Esforço sem consenso, pode levar a culpas, perdas e danos nas relações entre pais e filhos!
Outra situação delicada é a cobrança da fatura de relações conflituosas na juventude, quando o idoso já está senil ou pré senil e sem condições de se defender, parece desumano, mas não é raro filho(a)s, que chegam a dizer, quando “estava bem, vivia com raparigas”, ou ainda, “ela batia muito na gente”.... Tomo estas atitudes como covardia, tanto as dos pais contra os filhos, e vice –versa!  Embora compreendendo práticas em outras épocas, sua manutenção e perpetuação são injustificáveis!
Por outro ângulo de se observar, não é incomum, filhos que se queixam que seus idosos comem o que não devem, escondido, que se furtam a fazer seu asseio de forma adequada, que não cumprem as orientações de seus médicos e que se negam a se submeter a determinações, que eles deixam em caso relativas a casa, as crianças, as comidas....! Ufa!
Conviver, significa viver com, junto, próximo, participando um da vida do outro, mas não vivendo a vida do outro, penso que a grande falha está na tentativa de se tentar viver a vida do outro, não respeitando os limites naturais da individualidade, e esta invasão de privacidade, quando ultrapassa a tênue linha que separa a vida de um neto, da de seu avô, de uma irmã, da de seu irmão, é agente desagregador familiar, e deve ser repensado!
Embora possa ser resolvido com a prática regular do diálogo, não se deve descartar um terapeuta familiar, que pode agir como um mediador!
Exercer muito amor familiar, sempre praticando o perdão e não levando para frente mágoas que possam ser resolvidas apenas com o exercício da compreensão, entre partes que possivelmente e seguramente se amam muito e devem  portanto,  se respeitarem na mesma proporção!
Amor sem respeito em qualquer relação não é amor, é posse!
Respeito como regra, compreensão como meio, projeção no qual um deve se colocar no lugar do outro e mesmo em condições de risco, quando lúcidos o livre arbítrio como direito final na forma de viver ou morrer do idoso!

JMS

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Climatério: limite preventivo
 
Dr. João Mariano Sepulveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
Fenômeno biológico, fisiológico, feminino, mais freqüente entre a quarta e quinta décadas de vida, a síndrome do climatério, onde ocorre o processo da insuficiência hormonal ovariana, e se estende, por longo período, e se difere da menopausa, que é o episódio da ultima menstruação.
Cursando com irregularidades nos episódios menstruais, e alterações no sistema nervoso central, com variação na termo regulação levando a calores intensos, chamados de fogachos, ou ao contrário os friachos.
Palpitações e taquicardia são sintomas circulatórios recorrentes.
Alterações persistentes no humor, irritabilidade, choro fácil, ansiedade, podendo chegar até a depressões, assim como, na cognição, reduzindo significativamente a memória. O cansaço crônico, desproporcional, e pouco justificado, é de ocorrência comum.
Pode afetar a sexualidade, interferindo na libido de forma consistente, desejo, excitação e a lubrificação vaginal, ficam bastante comprometidos.
Na pós menopausa a mulher, passa a não contar mais com a proteção cardiovascular conferida pelos estrógenos em níveis normais, passando a conviver com riscos estatísticos para eventos circulatórios similares aos masculinos, que até então eram bem superiores aos femininos. Também não conta mais com sua atividade ósteo protetora, que impede o desenvolvimento da osteoporose em mulheres cíclicas, ou seja, que estão menstruando normalmente.
A desorganização da secreção hormonal  regular favorece o surgimento de possibilidades oncológicas, podendo afetar tanto região pélvica, útero, quanto mamas. Tornando imperativa uma maior atenção preventiva nesta faixa etária.
Na busca compensatória o organismo feminino capta hormônios onde houver em depósito, para suprir suas necessidades, o local que primeiro sente esta ação são os depósitos de colágeno, pele, cabelos, articulações, ricas no líquido sinovial, levando a uma rigidez articular, perda de elasticidade e higidez da pele e do brilho dos cabelos, assim como a diminuição em seu volume.
As alterações estéticas somadas as sexuais e emocionais redundam em outra, de ainda maior importância, que pode levar ao ciclo negativo , que é perda de auto estima!!
O diagnóstico da menopausa embora eminentemente clínico, através de sintomas e sinais já descritos, pode e deve ser complementado, com a dosagem do hormônio hipofisário, chamado folículo estimulante ( FSH).
O tratamento deve ser feito quando não houverem contra indicações formais, e com concordância prévia das pacientes, com terapia de reposição hormonal, de preferência de baixa dosagem, ou seus substitutivos como a tibolona.
A utilização da isoflavona de soja, e alguns adaptógenos, como a cemicifuga, óleos de prímula e borrage, assim como o mineral quelado boro, parecem ter apenas efeitos sintomáticos, ainda sem comprovação científica.
Por acometer um sem número de sistemas orgânicos, o climatério deve ter abordagem multidisciplinar, com suporte nutricional, psicológico e de um educador físico, assim como dos mais diversos profissionais médicos, como ginecologistas, mastologista, reumatologista, endocrinologista entre outros. Quase sempre o primeiro diagnóstico é feito por um clinico, cardiologista ou geriatra, em consultas de rotina.
A fase de falência hormonal feminina talvez seja o primeiro passo em direção da instalação do processo de envelhecimento, pois, está ligado a cessação do período fértil, e de sua importância reprodutora, essencial na perpetuação da espécie, e pedra angular na teoria da  “soma descartável”, quanto mais se consumiu de energia celular para a manutenção da integridade do DNA, durante o período de reprodução menos sobra, para o período posterior,  já que se acredita ser um processo finito. Não se precisa mais de um DNA intacto, já que não se vão mais transmitir suas características. Talvez por isso a terapia de reposição hormonal não seja tão eficaz, pois não mantém o DNA.
A reposição isolada de estrógenos, um dos hormônios sexuais utilizados, pode aumentar o risco de câncer no endométrio, camada que reveste o interior do útero. Quando associado a progesterona, outro hormônio sexual, este risco diminui, porem, aumentam as chances de câncer de mama. Além de riscos trombóticos, e de infarto do miocárdio. Os riscos, entretanto dependem diretamente da história clinica e genética de cada mulher. Mulheres com pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, mamografias anormais, e história familiar de cânceres devem evitar a reposição.

JMS  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


O Sono do Idoso

Dr. João Mariano Sepúlveda

Cárdio Geriatra

@no_formol


 

Queixa repetitiva e de graduações diversas, o sono esta envolvido como protagonista ou coadjuvante, nas doenças do geronte!

O padrão de sono do idoso normal é diferente do padrão de um adulto e de uma criança. Ele demora mais para “pegar no sono”, o sono é mais leve, sonha menos, podem-se ter vários períodos de interrupção durante o sono (exemplo: para urinar) e, finalmente, o tempo total de sono raramente ultrapassa seis ou sete horas. Padrão NORMAL de sono para o idoso.

O problema é que o idoso quer adormecer as 21hs e despertar as 6 ou 7hs, ou seja de 9 a 10hs de sono por dia padrão de adultos jovens ou crianças!

Provêm os tranqüilizantes e soníferos, que quando em excesso levam a alterações de equilíbrio, quedas, fraturas...

Podemos melhorar o padrão do sono dos idosos com medidas simples, observando e reorganizando medicações, próximas a hora de dormir, ou retirando as dispensáveis que possam estar interferindo.

Revisar a parte de conforto e emocional, frio, calor, leito desconfortável, mal estar, medos, inseguranças, solidão carência afetiva, isolamento!

Distúrbios de poliúria, aumento do numero de micções, e nictúria, micções noturnas, interferem na qualidade do sono!

A ociosidade e o sedentarismo, durante o dia, podem piorar o padrão de sono noturno. O exercício físico, a caminhada e ocupação de tempo com atividades podem restaurar o sono perdido.

Evitar cochilos e deitar-se durante o dia!

Evitar bebidas estimulantes à tardinha e à noite: café, chá-mate, chocolate, refrigerante e bebidas alcoólicas, etc.

Depressão, tristeza, pensamentos de repetição, são grandes vilões de uma boa noite de sono, portanto informe ao seu medico alterações que possam estar relacionadas!
Cuidadores cansados, impacientes, sobrecarregado dos afazeres do dia podem e muitas vezes interferem no sono do idoso, pois querem se desincumbir logo da tarefa, para que eles próprios poderem relaxar a noite! O cuidador do dia não deve emendar à noite, pois cai a qualidade de seus préstimos!
Algumas vezes a insônia é transitória e melhora naturalmente, outras ligadas, por exemplo, as infecções, sobremaneira urinárias e respiratórias regridem com o tratamento do motivo desencadeador!  Nas viroses, principalmente na Dengue, ocorre uma inquietação no corpo!
Portanto, paciência que passa!
Persistindo, usar soníferos e tranqüilizantes com orientação medica! 
O sono do idoso também será alterado em vigência de patologias como Alzheimer, Parkinson, Síndrome das Pernas Inquietas, Diabetes, Hipertensão, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Edema Agudo de Pulmão entre outras!
Lesões ósteo articulares álgicas e escaras em zona de apoio e sonhos vívidos, que dão a impressão de ter participado da ação intensamente provocam despertares constantes!
Exercícios noturnos, lautos jantares tardios, ou fome noturna, são fatores que também devem ser considerados, orientação nutricional valorizando o leite e a maçã, ricos em triptofano, aminoácido relaxante que favorece o dormir!
Roncos exacerbados com pausas longas e freqüentes na respiração são características da Apnéia Obstrutiva do Sono, entidade patológica, que pode matar, mas que também esta envolvida com redução da produção do Hormônio do Crescimento,  interferindo, na Obesidade, Diabetes, Hipertensão, Isquemia Miocárdica, Arritmia, Acidente Vascular Cerebral,  na memória e atenção, porque em determinados momentos o paciente literalmente para de respirar, as asfixias duram pelo menos 10 segundos, mas podem ser bem mais longas. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara em resposta a hipóxia cerebral, que acarreta um descanso incompleto e a um sono não reparador, resultando num dia seguinte cansado e pouco produtivo com reflexos na concentração e no humor!
A polissonografia é o método investigativo do numero de pausas respiratórias em uma hora, se superar as 30 pausas o caso é considerado grave.
O tratamento se faz com uso de um aparelho chamado CPAP, sigla em inglês, pressão positiva continua de ar, de regulagem individualizada, que leva o oxigênio para dentro dos pulmões vencendo a obstrução e controlando o ronco!
Brigar para dormir não é uma boa estratégia, caso não consiga conciliar o sono, exerça algo que sabidamente lhe relaxa, musica, meditação, alongamento, ou, finalmente, usar medicação!
Sono na verdade não é quantidade, é qualidade, pode-se ter um sono absolutamente reparador em apenas 3 a 5 horas ou ter um dia seguinte dramático após 12 horas de um sono de má qualidade.
JMS