sexta-feira, 26 de abril de 2013


Envelhecimento e Inflamação
Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio Geriatra
@no_formol
 
 
 
A recente comprovação de que é possível interferir na formação, evolução,  progressão e regressão da placa aterosclerótica, eminentemente por deposição de gorduras sobre um processo inflamatório local, com redução da luz arterial, e conseqüente obstrução ou oclusão de vasos, tem possibilitado uma sucessão de novos conhecimentos ou quando pouco, novos questionamentos.
O chamado transporte reverso no qual substâncias ministradas para controle  da doença endotelial, parede dos vasos sanguíneos, que inclui a dislipidemia, hipertensão, diabetes obesidade ou todas juntas, agem exaurindo a presença das gorduras, colesterol, nas reações bioquímicas onde são necessárias no organismo humano, fazendo com que roube das placas e as “queimem” no metabolismo regular, revertendo depósitos arteriais já formados.
Comprovado com utilização do ultra-som transluminal, dentro do vaso sanguíneo, tem sido motivo de franco otimismo de quem acompanha pacientes portadores de patologias envolvidas. 
A associação do processo inflamatório celular as doenças, deixa de ser uma suspeita e vai tornando-se uma forte tendência, nos mais diversos setores médicos.
A interseção entre o sistema imunológico, inflamação e produção e facilitação de patologias parece estar bem estabelecido no idoso, como toda reação lesiva mais exacerbada. No obeso e em pacientes convalescente de infecção ou câncer, também!
Revisão publicada na revista Nature, mostra que mediadores inflamatórios, gerados pelas células do sistema imunológico além de coordenarem a resposta inflamatória local e sistêmica do organismo, podem atuar também no cérebro levando a depressão em indivíduos vulneráveis.
Esses mediadores são conhecidos como citocinas pró-inflamatórias e incluem a interleucina-1 alfa e beta e a 6, alem do fator de necrose tumoral.
Logo a inflamação é um evento biológico importante, que pode aumentar o risco a doenças diversas inclusive a depressão, muito mais que os tradicionais e já consagrados fatores psicossociais.
Conclui o artigo citado, que a presença da depressão em pacientes com doença coronária é três vezes maior em relação a população geral.
A geriatria e especialidades afins devem estar muito atentos, e informados para conduzir casos de doenças primárias com desdobramentos secundários à distância, muitas vezes aparentemente desconectados do caso clínico e  de resolução mais difícil. Pacientes transplantados, suicidas, terminais, devem por eleição, ter abordagem com noções de técnica de grupo.
O envelhecimento natural, a exposição a radiação temperaturas extremas, ou pressão em mergulhadores, ou a altitude em alpinistas, as doenças crônicas cardiocirculatórias, o estresse crônico, alergias, diabetes, câncer, osteoporose, déficits hormonais, da tireóide e da hipófise, em estados clínicos ou subclínicos, levam a produção de substâncias tóxicas que agem a distância piorando as próprias, e gerando novas patologias, perpetuando o processo inflamatório e a doença.
A utilização de novos marcadores tem possibilitado observar a presen ça destas atividades em pacientes acompanhados.
Acredita-se que a molécula inflamatória NF-kB, cronicamente ativada, seja o elo entre a resposta inflamatória e as doenças crônicas.
Células chamadas de natural killer são células de defesas que interferem no processo inflamatório das doenças, e estão inibidas nas doenças citadas. As interleucinas 6 são percebidas através de seu metabólito, a proteína C reativa (pcr) medida comumente na prática clínica.
O fator de necrose tumoral (FTN), comum nas células adiposas motivo maior da preocupação com a perda de peso. A homocisteína, o malonildialdeido, as apolipoproteínas, as lipoproteínas, o anti-ldl oxidado, fazem parte de um recente arsenal de marcadores através do qual uma gama cada vez maior de especialidades médicas se valem para determinar agressões orgânicas.
A diversidade de sistemas atingidos levam a certeza, que o envolvimento profissional, deve ser multidisciplinar. Conceitos novos levam a superação de pré-conceitos antigos! Não é mais vigente o olhar sobre sintomas isolados e pontuais, a avaliação sindrômica é fundamental.
O consórcio das mais diversas especialidades, convergem a expectativa  do processo resolutivo de  todas as doenças de dependência da vascularização normal, descortinando horizontes menos sombrios nos prognósticos.
 
JMS

sexta-feira, 19 de abril de 2013


Drogas Lícitas na Terceira Idade
 
Dr. João Mariano Sepulveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
Existe uma aceitação tácita, quase relevante, com o uso e consumo de drogas por parte do indivíduo de mais idade. Como se disséssemos já viveu muito deixa fazer o que tem vontade!? Como se a idade por si só não fosse fator agravante ao uso e abuso de álcool, e tabaco, as mais utilizadas pelos gerontes. Insisto sempre que o paciente pode ter 90, 100 anos, agir permissivamente é assumir posição de todo poderoso, estabelecendo limites ao tempo restante do paciente, que pode sim ser acentuadamente encurtada mediante o consumo destas tão nefastas drogas permitidas em nossa sociedade.
O consumo parcimonioso de álcool pelo ser humano, inclusive de mais idade, tem sido relacionado redução do risco cardiovascular. Logo não é combatido da mesma forma que o tabagismo que só coleciona contra indicações a seu uso.
Importante tentar definir o que é consumo moderado, e o que é consumo abusivo, e o que caracteriza a dependência. O consumo de até, uma ou duas doses diárias, com aumento eventual nos fins de semana, é considerado um nível moderado de uso de bebidas.  Desde que nem todos os dias!
Acima deste patamar consideramos consumo severo que pode levar a dependência química quando houver tendência psíquica a isso. Alguns fatores determinam maior comprometimento do alcoolismo. Influem a tolerância ao álcool, a abstinência, a sobre dosagem de consumo, as tentativas recorrentes de tentar diminuir, o tempo depreendido no ato de beber, e na recuperação de seus efeitos, a exclusão social, e a persistência no uso apesar dos problemas relativos.
Nem sempre o idoso começa a beber cedo, alguns fatores podem determinar o início tardio de seu consumo, óbitos de cônjuge, ou amigos, aposentadoria, decadência financeira, aumento de tempo disponível sem ocupação regular.
Indivíduos caucasianos, do sexo masculino, com alta renda e bom nível de educação são os mais propensos.
A idade também torna o indivíduo mais sensível aos efeitos nocivos do álcool, doses menores já podem provocar  sintomas relativos a memória, ao equilíbrio, e na capacidade motora fina.
As doenças mais relacionados ao excesso passam por disfunção gástrica, hepática, e do sistema nervoso central, anemia, cardiomiopatia, pneumonia, desnutrição, e diversos tipo de cânceres.
O tratamento orienta pela interrupção do consumo, com suporte psíquico persistente e compreensivo  mediante as constantes recorrências, o apoio e o acompanhamento familiar, assim como as medicações para atitudes compulsivas e para as constantes crises de abstinência que ainda hoje se vale da utilização de benzodiazepínicos.
Por outro lado o tabagismo não tem fatores atenuates, até mesmo quando passivo é altamente carcinogênico, logo, sem nenhum motivo para ser tolerada e vendida livremente. Só faz algum efeito benéfico aos cofres de seus fabricantes e num primeiro momento ao furor arrecadatório de governos imediatistas, permissivos, e que despenderão do erário um valor muitas vezes maior ao apurado, nas seqüelas provenientes de seu consumo.
A incidência do tabagismo no geronte é perto dos 7%, mais comum em homens, em sua forma ativa ou passiva está envolvido com  inúmeras patologias, que oneram absurdamente o sistema de saúde e o previdenciário de países de todo o planeta, além de ser um vício altamente poluente.
Alterações odontológicas, lesões bucais, oncológicas em lábios, boca, faringe, esôfago, laringe, traquéia, pulmões, pneumonia, gripe, bronquite, enfisema,doença pulmonar obstrutiva crônica, aterosclerose, hipertensão, cardiopatia isquêmica e acidentes vasculares em todo o corpo. Osteoporose, catarata, e disfunção erétil também são exacerbadas pelo tabagismo. Nos idosos as queimaduras e os freqüentes inícios de incêndios são muito comuns.
Parar de fumar  deve ser sempre meta a ser perseguida pelo paciente idoso já que, a interrupção do uso aos 65 anos vai adicionar de 2 a 3 anos na expectativa de vida deste.
A utilização de grupos de suporte psíquico comportamental, os substitutos da nicotina, como adesivos e chicletes, os anticompulsivos, a mudança de estilo de vida, a prática regular de atividade física antagonizam esse nocivo hábito.
A restauração do olfato, melhora do paladar, disposição física, textura da pele, assim como, da auto estima de quem se livra de um inimigo, são compensações mais que satisfatórias para quem consegue!     
Portanto se você bebe muito ou se você fuma PARE!!!  Recomece, se reencontre, qualquer que seja seu tempo ainda dá tempo!    
JMS

sexta-feira, 12 de abril de 2013


País do vôlei ou do futebol?
 
Dr. João Mariano Sepulveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
Venho acompanhando as agruras por que passa a condição de saúde dos idosos em nosso país com especialidade em nosso estado e nossa cidade, há ao menos  trinta anos me interesso pelo assunto!
Neste período a única coisa que melhoram foram os salário do Executivo, Legislativo e do Judiciário que fiscaliza!?! Também algumas ilhas de excelência, com a rede Sara, a Liga contra o Câncer, a duras penas o Hospital Infantil.   
Faltam leitos, médicos, medicamentos, pessoal treinado para o trato com gerontes, cuidadores! Gerentes direcionados, arquitetos, odontólogos, nem pensar!! Nos municípios do interior muito pior. Nos demais estados tudo muito parecido, alguns um pouco melhores outros nem tanto! A saúde em geral da mesma forma!
Gênios, magos, expertises de plantão agora acenam com a bandeira de trazer milhares de médicos, pasmem de CUBA!!  Tão falido que até para formar garis tem dificuldades! Traz as melhores referencias no sentido de como se leva uma população a mais completa miséria ao um estado nutricional tão limiar a inanição que só é comparável ao de algumas Nações Africanas e da Coréia do Norte em inversos inclementes. Com todo respeito aos países citados “fala sério”!
Deveriam  trazer políticos nórdicos , sérios e baratos para legislar e juízes mulçumanos para o julgamento do Mensalão!
Outros voltam a falar em construir mais e mais serviços de saúde! Obras, desvios, equipamentos, para lotar que profissionais nestes locais? Os cubanos!!?

Então como fazer para ao menos minorar esta crise que parece não ter jeito?
Envolver  a Sociedade Civil Organizada e através de participação voluntária, já que os Legislativos que RECEBEM para isso não fazem nada, tentar traçar um projeto não vetável por qualquer político, como feito no da Ficha Limpa, no sentido de buscar excelência na prática, formação, atendimento dos serviços de saúde publica em nosso país!
Qual modelo usar? Qualquer um que busque a melhor condição de prestação de serviços! Que promova o mérito, não o favor que elimine a proteção e favoreça a projeção profissional e lógico que remunerem os professores e profissionais de saúde com algo superior a media dos salários dos Três Poderes, pois se aplicação, empenho, e estudo são pré requisitos, maior devem ser os proventos e se é de se cortar, cortem-se dos não  essenciais! Será?
Modelos fáceis de se entender, vamos  a uma analogia, de simples entendimento, muito usada por líderes sindicais mutilados e com permissividade etílica exacerbada!

Futebol, Copa do Mundo da Espanha, 1982,  melhor seleção já montada depois da de 1970, com Pelé e companhia! Presentes os artífices da bola Cerezo, Leandro, Junior, Falcão, Zico, Sócrates... Encantando o mundo, chegam para o fatídico jogo contra a Itália no estádio Sarriá em Barcelona, apesar do jogo muito melhor e mais bonito a Itália vence e nós negamos tudo que acreditávamos e passamos a acreditar que o jogo bruto é quem ganha, passamos a valorizar e incentivar a marcação, pois fomos derrotados por isso!! Queríamos a vitória a qualquer custo afinal somos os melhores do mundo! Veio em 1994 com o futebol mais feio que se poderia ter, 2002 com sobras de talentos que já não existem, e hoje não estamos nem entre as 10 melhores seleções! Enquanto a Espanha e o Barcelona que se encantaram com o que viram, em seus estádios,  praticam hoje o melhor e mais bonito futebol do mundo  e nós vamos para frente da TV  assistir o que ensinamos e perdemos! Coincidência?

Contrapartida no final da década de 70 inicio de 80, nosso vôlei era apenas esforçado e contou com uma geração de exceção com jogadores do nível de Bernard, Bernardinho, hoje técnico de nossa seleção, Willian, Renan, Fernandão entre outros,  e durante muitos anos fomos galgando posições, subindo  praticando e exercendo a excelência, até que a partir da primeira década do novo milênio assumimos e mantemos a liderança do vôlei mundial com eficácia beleza e resultados nas competições, provando que com planejamento, gestão e tempo se constrói o melhor para seu povo!

Impensável um apadrinhado de baixa estatura vir ser convocado para jogar, ninguém ia aceitar, o time ia perder,  onde se necessita o mérito não pode haver quotas e nem reserva de vagas por etnia,  no entanto concordamos com quotas quando se trata de saúde, da construção, do direito, o medíocre não é ruim, mas também não é o que de melhor você pode ter, aceitar favorecimento de quotas é oficializar o apadrinhamento instituindo a mediocridade como padrão! Vide provas da OAB e provas de residência médica o efeito da quota. Cubanos “made in Brazil”!
A solução aqui passa pela qualificação incondicional do ensino publico,  lento mas possível, da mesma forma na saúde, dar condição de o aluno acessar o topo da escada, e não reduzir os degraus!

Conclusão em país capitalista, não devemos almejar saúde e educação socialista, pois senão o caos estará formado, e em matérias onde se envolvem estudo e formação é temerário se esquecer o mérito! A quota de sacrifício intelectual será enorme!
O melhor que se pode fazer a um povo, não são favores nem reparações baseadas em remorsos históricos, o melhor que se pode fazer por um povo é respeitar seus direitos!    

Estava pensando em perder um dedo e me aposentar por invalidez, mas com quotistas e cubanos vou ficando mais um tempo!
JMS

JMS

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Sedare dolorum...
 
Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
Bemvindo aquele que vem para que se removam suas dores! De maneira rotineira, muitos idosos afirmam que acham “que se não fossem essas dores não estava aqui, pois, no mais estou bonzinho”, logo, as dores na maioria das vezes, são fatores desencadeantes de procura do profissional pelo paciente. Embora sendo o alarme, quase sempre, terminam não sendo o mais grave motivo que traz o paciente à consulta médica.
Existe uma piada que diz que um cidadão idoso se dirige a esposa dizendo: mulher se algum dia eu acordar sem nenhuma dor no corpo,sem sentir nadinha, me sacode, me belisca, pois, é porque morri! Nem tanto assim, porém, que elas existem, existem!
Ocorrem pela perda de elasticidade muscular, pela diminuição de lubrificação articular por redução da produção do líquido sinovial, por carências minerais ( cálcio, magnésio, potássio entre outros ), vitamínicas ( B1, B12 ), processos neurológicos, por distúrbios posturais,  lesões de esforço de repetição, quedas, tropeços, próteses, pela ergonomia ( matéria que estuda forma , altura , tamanho e etc..) dos móveis, salas de quase todos os serviços os quais os idosos fazem uso, a falta de aclive e declive, a irregularidade e insegurança das calçadas, das praças, dos transportes.
Também a muito pouca atenção aos cidadãos em geral e as dores, ou ao que pode causa-las aos idosos.
A cultura do deixar quebrar e depois colar e não pelo apreço à prevenção, do agir antes, de ao menos tentar evitá-las!
Há dores por hipersensibilidade no couro cabeludo; no globo ocular (dito caroço dos olhos) o que leva a investigar a pressão intraocular, por trauma ou desgaste na articulação têmporo-mandibular que ocorre ou piora à mastigação ou ao bocejo.
Existem as dores de cabeça frontais (testa) da sinusite, em metade do crâneo das enxaquecas, as occipitais (nuca) da pressão alta, as cervicais por processos da coluna, as dores do omoplata dita pelo povo, pá, provocada pelo estresse e pela tensão em excesso.
 
Dores de peito que são das mamas, e as dores no peito que irradiam para o braço esquerdo para as costas e até para o queixo do infarto ou de estômago já que os plexos neurais são comuns.
As famigeradas dores nas costas, seja, do cálculo renal, sejam dos desvios de coluna, dos nada ecológicos “bicos de papagaio”, processo artrótico de desgaste e deformação que causam muitas crises álgicas, que são indevidamente atribuídas à osteosporose que destrói, mas dificilmente causa dor.
As dores de barriga como cólicas intestinais (puxado) que podem vir ou não com diarréia, na boca do estômago que quando vem com azia e queimação é da gastrite ou de refluxo, ou com ardor e um pouco mais à direita é da cólica biliar ( vesícula ) que quase sempre debita ao fígado ,que difícilmente dói, a conta da doença.
A dor em cinto da pancreatite que leva à urgência (atenção com o triglicerídeos muito alto), as dores de viado que dão pouco nos velhos, e mais nos jovens, mas em ambos quando correm! A dor evolutiva e sobre a costela que migra até a coluna, do herpes ou cobreiro como chamam os populares.
As dores lombares de cálculos renais que imitam as fortes dores do parto mesmo que no homem!
A dor em baixo ventre, da bexiga, quando se tem infecção urinária, vem com cistite que é a vontade de urinar à todo instante. Nos muito idosos já demenciados é sempre causa de inquietação e insônia. Há dores com movimentos no abdomem de gases da colite, divertículite, das aderências pós cirúrgicas. Dores costais de apenas um dos lados que piora à respiração das infecções pulmonares.
Há as dores nos quartos (bacia), joelhos e tornozelos, dos processos artróticos/atríticos. As dores no calcanhar do esporão dito de galo?! As ciáticas que começam na coluna e “correm” por trás das pernas. Nas pernas também por neurites sejam vasculares, diabéticas, alcoólicas que na maioria das vezes melhoram com uso de vitaminas do complexo B. Também nas pernas as dores cansadas de quem está ou vai ter depressão, ou apenas com anemia.
Há dores no corpo todo da gripe que graças à Deus passa com ela em mais ou menos 5 dias, e   da dengue que fica muito depois dela passar.
As dores de todo o corpo, do fio do cabelo aos dedos dos pés da tão culpada fibromialgia que migram mudando de lugar e  intensidade de acordo com alterações na produção de neurotransmissores do eixo serotonina/adrenalina e necessitam de abordagem clínica bastante ampla e multiprofissional.
As dores dos processos oncológicos, tão renitentes persistentes e de muito especializado e complexo tratamento, talvez o maior desafio álgico a ser enfrentado.
Existem as dores que fazem rir, ditas, pelo paciente que quando sente dá risada! As que pressentem o clima dói as juntas quando esfria ou vai chover!
Talvez sejam, o sintoma clínico mais utilizado nos poemas, nos versos, e no cancioneiro popular como manifestação de profundo sentimento de sofrimento diante de alguma adversidade afetiva e ou de uma frustração muito intensa. “Se eu soubesse como dói a vida, essa dor tão doída, não doía assim”.
Há também as dores de cotovelo, que deste passam longe, que amuam, entristecem e não cessam com analgésicos, mas como todos que têm mais experiência sabem diminuem com o tempo.
Há as dores da própria existência que doem sem motivos apenas pelos questionamentos inerentes à frágil condição humana, as dores das perdas, as dores da alma, as dores que cessam e as que  nunca vão cessar, a dor do não ter cura, a dor da saudade, do que não deu tempo de dizer, do que não deu tempo de fazer, do gesto perdido.
Sejam quais forem suas dores, é sempre bom lembrar, que tem um jeito de senão tirar, ao menos amenizar.
... opus divinum est” . 
JMS