Construindo Elos!
Dr. João
Mariano Sepúlveda
Cárdio
Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
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A relação médico / cliente é de longe o principal
motivo do êxito da terapêutica proposta, de nada adianta ter tão somente a
obrigatória graduação, e competência de quem se estabelece, ou as instalações
suntuosas, ou ainda os mais modernos equipamentos, se quem dá vida a eles não
se entrega ou acredita e vibra com o que faz! Também não adianta a
subserviência dissimulada de quem só quer se locupletar do interesse de seus
clientes.
Cliente ou paciente? Na informática são chamados de
usuários, no comercio, é o freguês, na fé é o rebanho, na medicina
convencionou-se a chamar de paciente o indivíduo que faz uso de serviços médicos
prestados. Paciente no sentido de ter paciência, de esperar de forma passiva o
atendimento, o que a vida moderna impede
ou atrapalha, portanto deve-se preferir o termo cliente no sentido de pessoa
que usa o serviço, quando quer e lhe é conveniente!
Na clínica geriátrica diária é muito comum se
estabelecer prioridades, mas depois de uma certa idade, todos são prioritários.
A forma de procurar um profissional passa, pelo tipo
de necessidade do momento, em uma emergência a escolha deve levar em conta até
mesmo a proximidade do serviço. Para uma consulta eletiva no entanto os
paramentos serão mais ligados a resultados na área afim. O nível de informação
acumulada pelo profissional com constante envolvimento em educação continuada.
A credibilidade acumulada e a capacidade do profissional em passar confiança e
segurança. Para a realização de exames os maquinários mais modernos sobressaem.
Estabelecida a escolha o cliente passa a exercer seu
julgamento, que vai desde a higiene e organização do ambiente em que atende,
passando por pontualidade nos horários estabelecidos para o atendimento até a
apresentação do profissional que deve estar sempre próximo ao impecável.
Quando o cliente elege, entram em jogo dois fatores, a expectativa e a
percepção, que juntos podem levar a satisfação ou não. A expectativa é a prévia
de tudo que o cliente pensa e espera antes da consulta, pode não ser alcançada
ou até superada e causam percepção que pode ir da decepção ao encantamento. Colocar
limites nas expectativas ajuda ao médico diminuir frustrações posteriores na
avaliação. Uma coisa é esperar não envelhecer! Diferente e esperar envelhecer com
mais dignidade, e outra e esperar rejuvenescer!! Só uma não trará decepção.
Depois do ato médico podemos ir por três vias, a do
desencanto, quando o médico não atende aos anseios previamente gerados para o
ato, muitas vezes não dando nem esperança, que é o mínimo que o cliente
necessita levar do encontro, o da
normalidade, que é quando o profissional é literalmente ascético e cumpre exata e tão somente o que
se espera dele, sendo correto, competente, educado, e normalmente emocionalmente
eqüidistante e friamente técnico, o que dificilmente contribui para o alívio do
sofrimento. Finalmente o encantamento,
onde o profissional após entregar tudo o
que o cliente dele esperava, adiciona um
algo mais, realmente se interessa, vai além e surpreende positivamente
aprofundando e fortalecendo elos de uma relação de confiança. Pesquisas mostram
que o que mais o paciente valoriza em seu atendimento é o medico ouvi-lo e procurar entender suas mazelas.
Quatro itens tem muita importância na relação entre
médico e cliente, o tratamento interpessoal, que é a capacidade de interagir,
qualidade técnica, que é a formação e a atualização do profissional,
acessibilidade, que é a facilidade de ser encontrado, e finalmente o financeiro,
que é a possibilidade de usufruir de determinados serviços.
Dois fatores
contribuem para o estabelecimento de uma nova ordem nesta tão delicada relação,
primeiro a total destruição de mito de “semi Deus” onde o médico era tido como
um ser superior, e sua nobre profissão, mais nobre que todas as demais, segundo
a humildade igualitária do ser mortal e
finito, levando a uma maior humanização do profissional.
Clinicar é fazer a tradução dos conhecimentos que a titulação confere ao profissional,
tornando-os acessíveis e de fácil compreensão para leigos na prática do dia a dia.!
JMS

