Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
COM VIVER.COM
A grande questão de envelhecer, e
que preocupa a maioria das pessoas que pensam sobre isso é o que fazer para
viver muito e melhor, e para sempre?
Ninguém confessa, mas no intimo!
Trabalhos recentes demonstram que
vivem mais e melhor aquele que se organizam em grupos, comunidades,
envelhecendo juntos e próximos a pessoas que querem bem. Cúmplices cuidando um
do outro, com atenção e zelo e real interesse.
Ensaios com gerontes ingleses, que
convivem e que ficam solitários, mostrou-se francamente favorável aos
primeiros! Doenças cardíacas, metabólicas e neurológicas são muito mais
prevalentes nos viúvos, e naqueles afastados de seus familiares ou convivas.
Aumento de até 25% no adoecimento destes.
Clubes de terceira idade, universidades
abertas ou fechadas, condomínios, associações religiosas sejam de qual credo
professem.
Lions, Rotarys, ou similares, até
mesmo confrarias de vinhos, cervejas ou gourmet.
Tempos atuais de redes sociais insanas,
levam a omissão de convívio ou ao pré-julgar de estar tudo bem, sem ter falado
ou se informado ao vivo com as pessoas. Muitas vezes esta tendo noticias da
personagem, não da pessoa.
Os grupos de convívio, motivam e ao
mesmo tempo cobram que as pessoas se cuidem, dando coragem e suporte para que
superem suas dificuldades.
Um que vê que seu colega fez um
implante capilar, e comenta que não sentiu tanto desconforto assim, que usou a
nova vacina para Herpes, e ficou legal. Que freqüenta esse ou aquele
profissional e gostou vai gerar expectativa positiva e busca por soluções
pertinentes e postergadas.
O convívio também expõe os mais
frágeis mostrando a uns, como estão mais fortes em relação ao outro, mesmo que
a vantagem seja apenas o fato de evacuar todos os dias ou de ouvir 20% mais que
o outro...
Refeições, confraternizações, atividade física, viagens e tudo aquilo que
possa aproximar as pessoas e dar convívio salutar e ser feito em conjunto, até
mesmo atividades filantrópicas, são mais motivantes, quando realizadas em
parceria.
Os compromissos de convivas exigem
planejamentos, programação, preparos e ações expectantes que valem tanto quanto
a realização dos propósitos, pois mantém mentes ligadas e funcionantes.
A inserção social é muito maior naqueles
que vencem o isolamento e a previsível tendência a rotina repetitiva e monótona
do dia a dia dos mais velhos.
Fundamental se faz estimular os idosos
ao convívio, isso é perpetua tarefa de seus cuidadores e parentes próximos que
devem manter como meta continua dar condições físicas e ambientais para tal.
Facilitações para reuniões, acessibilidade,
adaptações que tornem simples o encontro e a proximidade dos mais velhos, com
intercessores, como recreadores, educadores físicos capacitados e orientados
para tal, assistentes sociais que os cataloguem e aproximem. Clinicas e
profissionais de saúde que indiquem quem precisa ser inserido em grupos de
convivência.
Progressão e convencimento sem adulações
e fantasias, levar a esperança e também as dificuldades para compartilhamento.
Tempos modernos de redes sociais ativas,
que ajudam, mas que quando exclusiva, podem dar falsas impressões de
normalidade. Podem e devem ser usadas com fator de proximidade, porem sem serem
o único caminho de conexão!
Vivem mais e melhor aquele que mantém
e renova suas amizades, que consegue ter amigos de varias faixas etárias,
lembre-se que embora indesejável seus contemporâneos perecerão. Que goste de estar junto a gente,
emane e absorva energias! Como a carregar uma bateria.
Vivem mais e melhor aqueles que
conciliam e aproximam as pessoas, que perdoam sinceramente e desejam o bem até a desafetos.
Sinceramente, da boca pra fora não
vale!
Vivem mais e melhor aquele que é e
permanece casado, em relações harmônicas e duradouras, que se fortalecem
mutuamente no exercício do amor, da convivência do acordo e da discórdia diária
da vida! Ver todo o tempo a mesma paisagem e conseguir enxergar todos os dias
um novo ângulo sempre mais interessante e instigante!
Relações sólidas e embasadas são
bons fatores de qualidade de vida.
Mas só vive para sempre quem traz um
Deus no coração e a certeza de que se dez vidas tivesse, viveria na mesma fé e
gostaria que todas fossem ao lado das mesmas pessoas.
JMS
