Neuropatia Periférica
Dr.
João Mariano Sepulveda
Cárdio
Geriatra
@no_formol
Doença
desautonômica, que progressivamente corrompe as terminações nervosas, no inicio,
na periferia ou extremidades do corpo, pernas e braços, em um segundo momento,
em região central e vísceras, não é incomum sua ocorrência no esôfago, estômago
e coração,elevando o risco de quem já se encontra em risco.
Extremamente
prevalente no idoso!
O
sintoma de neuropatia periférica muito fácil de se simular, pois é a mesma sensação de quando se fica apoiado,
sentado, deitado sobre uma perna ou um braço e depois sente-se como quem perde
a sensibilidade! Adormece o membro e ficamos esfregando até que se restabeleça a circulação e a
sensibilidade, que vai voltando aos poucos..., até que normaliza!
Na
neuropatia isso ocorre em graus diversos e progressivos, só que não revertem ou
recuperam com as massagens.
A
neuropatia é centrípeta, ou seja progride da periferia para o centro, começa
nos dedos, dos pés e das mãos e vai subindo, geralmente é simétrica, e tende a piorar
durante a noite com a neutralização dos efeitos da gravidade!
Os
sintomas cursam com perda gradual da sensibilidade, mobilidade, tato, sensação
de calor ou frio, formigamentos, câimbras,
pontadas, dores, queimação, sensibilidade hiper-reativa, fraqueza, perda
e ou redução da coordenação e dos reflexos, e finalmente paralisia!
Os
sintomas dependem dos tipos de nervos e ou fibras acometidos, fibras longas
relacionam-se a tato e vibração, levando a distúrbios de equilíbrio. As finas
relacionam-se a sensibilidade a dores e temperaturas!
Muitas
vezes pela distorção de sensibilidade o portador pode se queimar, ou cortar e
não reparar na hora, só posteriormente.
Paradoxalmente
pode haver, hipersensibilidade e ao simples toque de um mero lençol provocar
intenso desconforto, ou mesmo dores.
As
causas são muitas disfunções hereditárias, como atrofia muscular fibular,
traumas, tumores, infecções, exposição a sustâncias tóxicas, doenças auto
imunes e nutricionais, alcoolismo, muito incidente, mas a principal causa é a
diabética.
A Neuropatia Periférica Diabética ou
Doença Desautonomica Diabética é causa seqüelar de muitas complicações sofridas pelo diabético
descompensado ou com evolução muito prolongadas da doença!
Alterações
de sensibilidade , déficit motor, distúrbios gastro intestinais, e infartos de
miocárdio silencioso, sem dor pela inibição da transmissão neural.
A neuropatia diabética é um dos distúrbios mais
complexos e, ao mesmo tempo, mais comuns associados ao diabetes: atinge a cerca
de 50% dos pacientes dibeticos. Sabe-se que os níveis elevados de glicose no organismo
dos pacientes diabéticos ocasionam o aumento do "estresse oxidativo",
o que causa danos aos nervos periféricos, atingindo principalmente os pés.
O
diagnóstico é feito por meio do exame dos pés do paciente, no consultório, alem
de testes neurológicos básicos, que visam detectar a resposta a estímulos
dolorosos, temperatura, dor, vibração e proteção plantar, além dos reflexos!
A neuropatia
ainda não tem cura, a falta de prevenção e do tratamento para os pacientes com neuropatia
diabética causa um grande impacto psicossocial, seja na qualidade de vida dos pacientes
e seus familiares, seja no alto custo para o sistema de saúde, sobretudo com
gastos relacionados à amputação.
A prevenção passa primeiramente pelo
controle constante da glicemia dos diabéticos, principalmente para aqueles com
diabetes tipo I, assim como das outras complicações ligadas à doença como a
hipertensão arterial, dislipidemia e a obesidade. Ao mesmo tempo, as equipes
médicas devem estar permanentemente atentas à condição dos pés dos pacientes.
O
diagnóstico precoce é fundamental para impedir que o paciente tenha
complicações mais graves, como a formação de úlceras de difícil tratamento, impedindo
assim que haja necessidade de amputação do membro.
Quando
chegamos a esse ponto de comprometimento estamos frente ao pesadelo de angiologistas e endocrinologistas que é o Pé Diabético, entidade que na maioria
das vezes pode evoluir para perda parcial ou total das áreas afetadas!
O
controle adequado a longo prazo da diabetes, a utilização de anti neuríticos
como a vitamina B1, anti convulsivantes como oxicarbamazepina, a duloxetina,
pregabalina, gabapentina, acido alfa lipóico e seu metabolito, o acido tiótico,
colaboram e reduzem sua evolução. A acumpuntura tem sido utilizada com algum
êxito!
Porem
nada se compara a prevenção!
JMS
