Osteoporose
Dr.
João Mariano Sepulveda
Cárdio-Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br

O
envelhecimento trás uma série de achaques, limitações, e perdas, entre elas a
da densidade óssea talvez seja das mais certas e esperada no geronte, tanto os
com a saúde comprometida, quanto os hígidos.
Quase
natural a diminuição de massa óssea se
dá de forma lenta, insidiosa e
progressiva.
Fenômenos
orgânicos seqüenciais como ativação, reabsorção, reversão, e formação estão envolvidos no
processo de perda e restauração da massa óssea. O problema é a desproporção de
tempo já que a reabsorção responsável pela diminuição de massa dura de 10 a 14 dias, e a formação aproximadamente
150, a isso damos o nome de remodelação óssea, ao contrário do que comumente se
acredita, é possível recuperar massa óssea, principalmente, quando diagnosticada,
precocemente na fase de baixa densidade
óssea, anteriormente chamada de osteopenia.
A
mineralização óssea inicia dentro do útero materno, e perdura por toda à infância atingindo sua máxima
performance, na puberdade até a segunda década de vida.
A
quantidade de osso adquirido durante a infância e adolescência tem importante
papel na resistência óssea e no risco de fraturas futuras. Mostrando a importância
genética e nutricional.
O sexo é
fator importante, sabe-se que mulheres, principalmente, na menopausa, tem maior
predisposição a desenvolverem osteoporose.
A raça, também é um possível fator
determinante, acha-se que negros sofrem menos perdas, que indivíduos
caucasianos.
Estado
de alterações homonais sejam
relacionados a hipófise, com o hormônio do crescimento e a prolactina, a
tireóide, a paratireóide ou a supra renal, com alterações no cortisol, as
gônadas com os sexuais, são fatores ligados a formação da osteoporose.
Outros
fatores, que interferem com metabolismo ósseo, a ingestão de cálcio, a prática
de atividades físicas, doenças inflamatórias, infecciosas e oncológicas
crônicas, intolerância à lactose, diabetes, doença celíaca, hipertireoidismo,
imobilizações prolongadas, desnutrição. O uso de medicamentos principalmente os
corticóides e anticonvulsivantes pioram o quadro. O consumo de álcool e tabaco
em excesso, intoxicação por metais pesados.
Pacientes
idosos com baixo índice de exposição solar, sedentários, com perda de massa
muscular, com baixo consumo de vitamina
D e déficit de vitamina K tem perfil marcado para osteoporose.
O
diagnóstico da osteoporose se vale do exame físico adequado, com observação de
postura, perda de massa muscular, de peso, a altura, que reduz com a perda da
massa óssea das vértebras, exames laboratoriais, para determinar níveis de
cálcio no sangue e na urina, hormônios, e da vitamina D, radiografias, tomografias,
ressonâncias magnética, mas principalmente a densitometria óssea o exame que
determina com muita precisão as perdas
avaliadas, assim como auxilia na
detecção precoce da deformidade vertebral, que ajuda na melhor estratégia
farmacológica do tratamento.
A
prevenção da osteoporose, passa primeiro pela detecção precoce da doença, e de
suas comorbidades, em indivíduos da terceira idade é preciso levar em conta
tudo aquilo que pode levá-lo a queda e por conseguinte a fratura.
As
armadilhas arquitetônicas, como pisos escorregadios, desníveis, iluminação
deficiente, e falta de apoio adequado, assim como a utilização de remédios de
uso regular, capazes de prejudicar as funções cognitivas, como anti hipertensivos,
ansiolíticos, anti depressivos, que podem comprometer a marcha, o equilíbrio
facilitando as quedas.
A
prática de atividades físicas de alto impacto que promovem micro fraturas
ósseas, que desencadeiam o processo contínuo de restauração reduzindo a
reabsorção, grande vilão, responsável pela patogenia da osteoporose.
Os
banhos de sol matinais e diários para ajudar na fixação da vitamina D. A
alimentação rica em cálcio como leite, feijão branco, sardinhas, folhas verdes entre outros, são de
muito valor preventivo.
O
consumo regular de cálcio e vitamina D, na forma de suplementos alimentares. A
reposição hormonal feminina quando possível e pertinente, é fator de redução de
evolução da doença, bem como a reposição masculina com andrógenos parecem ser
eficazes aos homens.
O
tratamento não farmacológico utiliza-se de uma plataforma Juvent, que executa a terapia de movimento
dinâmico, simulando um leve desequilíbrio, forçando contrações musculares que
estimulam a reparação óssea.
O
tratamento medicamentoso se vale de um vasto arsenal que agem de diferentes
maneiras com o mesmo objetivo recuperar ou diminuir a perda óssea . As drogas
se dividem em dois grandes grupo os que bloqueiam a função dos osteoclastos,
células que promovem a reabsorção óssea,
a saber, os bifosfonatos, a terapia hormonal, as calcitoninas, o ranelato de
estrôncio, a vitamina D. O outro grupo de drogas que estimulam a função dos
osteoblastos, células que promovem a reparação óssea, formadores de massa
óssea, associação de cálcio e vitamina D, teriparatida , paratormônio .
De
uma forma ou de outra e dependendo de cada caso existe sempre uma saída e
prevenção para atividade osteoporótica, ouvir um bom profissional da área, ortopedistas
e reumatologistas ou endocrinologista,
ajuda e mostra caminhos.
JMS
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