segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014



Osteoporose

Dr. João Mariano Sepulveda
Cárdio-Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br


O envelhecimento trás uma série de achaques, limitações, e perdas, entre elas a da densidade óssea talvez seja das mais certas e esperada no geronte, tanto os com a saúde comprometida, quanto os hígidos.
Quase natural  a diminuição de massa óssea se dá de forma lenta,   insidiosa e progressiva.
Fenômenos orgânicos seqüenciais como ativação, reabsorção,  reversão, e formação estão envolvidos no processo de perda e restauração da massa óssea. O problema é a desproporção de tempo já que a reabsorção responsável pela diminuição de massa  dura de 10 a 14 dias, e a formação aproximadamente 150, a isso damos o nome de remodelação óssea, ao contrário do que comumente se acredita, é possível recuperar massa óssea, principalmente, quando diagnosticada, precocemente na fase de baixa densidade óssea, anteriormente chamada de osteopenia. 
A mineralização óssea inicia dentro do útero materno, e perdura por  toda à infância atingindo sua máxima performance, na puberdade até a segunda década de vida.
A quantidade de osso adquirido durante a infância e adolescência tem importante papel na resistência óssea e no risco de fraturas futuras. Mostrando a importância genética e nutricional.  
O   sexo é fator importante, sabe-se que mulheres, principalmente, na menopausa, tem maior predisposição a desenvolverem osteoporose.
A raça, também é um possível fator determinante, acha-se que negros sofrem menos perdas, que indivíduos caucasianos.
Estado de alterações homonais sejam relacionados a hipófise, com o hormônio do crescimento e a prolactina, a tireóide, a paratireóide ou a supra renal, com alterações no cortisol, as gônadas com os sexuais, são fatores ligados a formação da osteoporose.
Outros fatores, que interferem com metabolismo ósseo, a ingestão de cálcio, a prática de atividades físicas, doenças inflamatórias, infecciosas e oncológicas crônicas, intolerância à lactose, diabetes, doença celíaca, hipertireoidismo, imobilizações prolongadas, desnutrição. O uso de medicamentos principalmente os corticóides e anticonvulsivantes pioram o quadro. O consumo de álcool e tabaco em excesso, intoxicação por metais pesados.
Pacientes idosos com baixo índice de exposição solar, sedentários, com perda de massa muscular,   com baixo consumo de vitamina D e déficit de vitamina K tem perfil marcado para osteoporose.
O diagnóstico da osteoporose se vale do exame físico adequado, com observação de postura, perda de massa muscular, de peso, a altura, que reduz com a perda da massa óssea das vértebras, exames laboratoriais, para determinar níveis de cálcio no sangue e na urina, hormônios, e da vitamina D, radiografias, tomografias, ressonâncias magnética, mas principalmente a densitometria óssea o exame que determina com muita precisão as perdas  avaliadas, assim como auxilia  na detecção precoce da deformidade vertebral, que ajuda na melhor estratégia farmacológica  do tratamento.
A prevenção da osteoporose, passa primeiro pela detecção precoce da doença, e de suas comorbidades, em indivíduos da terceira idade é preciso levar em conta tudo aquilo que pode levá-lo a queda e por conseguinte a fratura.
As armadilhas arquitetônicas, como pisos escorregadios, desníveis, iluminação deficiente, e falta de apoio adequado, assim como a utilização de remédios de uso regular, capazes de prejudicar as funções cognitivas, como anti hipertensivos, ansiolíticos, anti depressivos, que podem comprometer a marcha, o equilíbrio facilitando as quedas.
A prática de atividades físicas de alto impacto que promovem micro fraturas ósseas, que desencadeiam o processo contínuo de restauração reduzindo a reabsorção, grande vilão, responsável pela patogenia da osteoporose.
Os banhos de sol matinais e diários para ajudar na fixação da vitamina D. A alimentação rica em cálcio como leite, feijão branco,  sardinhas, folhas verdes entre outros, são de muito valor preventivo.
O consumo regular de cálcio e vitamina D, na forma de suplementos alimentares. A reposição hormonal feminina quando possível e pertinente, é fator de redução de evolução da doença, bem como a reposição masculina com andrógenos parecem ser eficazes aos homens.
O tratamento não farmacológico utiliza-se de uma plataforma  Juvent, que executa a terapia de movimento dinâmico, simulando um leve desequilíbrio, forçando contrações musculares que estimulam a reparação óssea.
O tratamento medicamentoso se vale de um vasto arsenal que agem de diferentes maneiras com o mesmo objetivo recuperar ou diminuir a perda óssea . As drogas se dividem em dois grandes grupo os que bloqueiam a função dos osteoclastos, células que promovem a  reabsorção óssea, a saber, os bifosfonatos, a terapia hormonal, as calcitoninas, o ranelato de estrôncio, a vitamina D. O outro grupo de drogas que estimulam a função dos osteoblastos, células que promovem a reparação óssea, formadores de massa óssea, associação de cálcio e vitamina D, teriparatida , paratormônio .
De uma forma ou de outra e dependendo de cada caso existe sempre uma saída e prevenção para atividade osteoporótica, ouvir um bom profissional da área, ortopedistas e reumatologistas ou endocrinologista,  ajuda e mostra caminhos.    
JMS

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