sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
 
 
Comprometimento Cognitivo Leve
 
Pergunta comum na pratica diária, “Minha mãe, de 65 anos, constantemente, vem confundindo as coisas, não se lembra de compromissos, marca e diz que não marcou, erra os caminhos no trânsito, para depois reconhecer, fica irritadiça reativa, para depois cair em prantos e logo, logo, voltar tudo ao normal, como nada tivesse havido. Volta a fazer tudo normal! Parece restaurar inclusive a memória! O dia a dia é normal, mas eu me preocupo.
“O que devo fazer? Minha mãe esta com a Doença de Alzheimer?“
O caso acima pode tratar-se de Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), ou Demência Prodrômica, é uma patologia que vem sendo melhor observada, pois o receio de que nossos entes queridos estejam desenvolvendo uma patologia mais séria nos leva a tentar antecipá-la!
A CCL, pode se apresentar de quatro maneiras, a forma amnésica pura, que interfere apenas na memória, a não amnésica, que interfere nas atividades diárias como organização, direção, afazeres domésticos, etc, e a amnésica e não amnésica de múltiplos domínios, que englobam as duas.
Os sintomas cursam com falta de memória, testemunhada, com alteração objetiva, função cognitiva preservada, assim como as atividades da vida diária, sem demência!
Engana bem, quem não convive não nota!
Lembrar que estas alterações embora em fase inicial  podem trazer comprometimentos legais, financeiros, de saúde, de segurança e profissionais!
Parece ser mais comum em pacientes com hipertensão, diabetes, obesos, sedentários e senis.
Devemos ter em mente que nem todo caso de CCL vai-se converter em Demência de Alzheimer, apenas 10 a 15%! Difícil é saber quem o fará! A forma amnésica apresenta quase 50% de taxa de conversão em 2 anos e meio!
Para se determinar quem pode, ou terá maior facilidade de converter usamos os seguintes métodos diagnósticos: exame clinico neurológico, na ressonância magnética, sinais de atrofia hipocampal, presença de placas amilóides, no SPECT, hipoperfusão vascular cerebral. Na área genética a positividade da apolipoproteina E em seu alelo E4.
Na laboratorial a presença proteína TAU ou fosfoTAU, que é esta proteína fosforilada, alem da presença do peptideo beta A 42,  no liquido cefalo-raquidiano ( LCR), embora seja um exame considerado incomodo, é altamente preditivo no sentido de se poder dizer se uma CCL, tem maior ou menor possibilidade de se converter em Alzheimer!!! Logo quando seu medico de confiança solicitar, já sabe que é de suma importância!
O comprometimento cognitivo leve responde bem a terapia ocupacional, com treinamento, psicoterapia comportamental cognitiva, recondicionamento funcional, e de estimulo as atividades físicas! Que ajuda a manter e restaurar parte do objeto perdido!
Diferentemente do quadro demencial, o teste neuropsicológico é normal ou ligeiramente rebaixado!
 Estabelecida a possibilidade de se ter a conversão temos que escolher em quais pacientes iniciaremos o tratamento com medicamentos específicos para Alzheimer, anti colinesterasicos, rivastigmina, galantamina, donazepil,    alem da memantina,  de outra classe terapêutica   como que para prevenir ou retardar sua conversão.
De maneira geral trata-se o paciente com histórico familiar positivo para demência, acima de 60 anos, e portador da forma de CCL, amnésica ou multidominios!
Evita-se tratar o CCL, não amnésico, de longa duração, estável, em pacientes acima de 80 anos. Quando há uso de drogas ou depressão associada!
Antecipar doença não é interessante nem para o medico, nem para o paciente, porem, antever a possibilidade de um paciente estar com uma pré Demência de Alzheimer, ou um Alzheimer incipiente pode vir a ser um prenuncio preventivo! 
 
JMS

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Quando do inicio da gestão do Partido Verde em Natal, com as idéias de ampliação da rede de serviços de atendimento a saúde e a possibilidade do VERDE! Agir... Cometemos isso a seguir.
 
Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
 
 
Ciclovia, um caminho pra saúde
Nesses tempos de crise na saúde, freqüentemente, vemos gerentes, políticos, administradores públicos, acenarem sempre com a construção de novas unidades de saúde, como solução para os problemas do atendimento medico, em nossa cidade.
Não entro em mérito de necessidade de construção de obras físicas, por não estar totalmente inteirado de sua relevância para a cidade, porém, suspeito que iremos agregar a rede pública mais serviços, com baixa eficácia, custos altos e reflexos parcos na melhora da prestação de serviços à população.
Por outro lado a busca da perfeita manutenção, gerencia, remuneração, abastecimento, e otimização de seu funcionamento faria a rede existente, a custos bem mais baixos, chegar próximo do que dela se espera.
Preâmbulos descritos apenas para afirmar, que se não houver um real projeto de saúde publica para a cidade continuaremos culpando a doença, pela existência do doente, como fazemos ano após ano com a dengue, que graça incólume em nosso meio, deixando pasmas autoridades que culpam as chuvas, o mosquito e finalmente o cidadão por ter ido perto do bicho. Situação que é uma verdadeira bomba relógio programada a explodir, quando houver uma urbanização do vetor da febre amarela, hoje apenas silvestre, pois o mosquito que transmite é o mesmo da dengue, isso é só uma questão de tempo, e de muito pouco tempo.
Teci todos estes comentários para entrar no tema de nosso artigo de hoje, Natal é uma das cidades com maior estabilidade climática do país, com índices pluviométricos bem baixos, insolação regular, ar de qualidade reconhecida, plana, sem grandes desníveis em sua topografia, com um litoral extenso e interligado, não só na capital, quanto nas cidades que compõe a grande Natal.
Cenário perfeito para se realizar e fomentar um grande projeto preventivo para a saúde do povo natalense e potiguar, que seria a construção ampliação e desenvolvimento de uma ciclovia em nossa cidade, anexa em sua totalidade ou parcial a uma pista de caminhadas, protegida dos carros sinalizada e adequadamente segura, com ciclo faixas.
Bem “vendida” aos usuários, poderia se tornar ponto de partida na execução de um projeto focado em facilitar, democratizar, estimular as boas práticas de atividades físicas, reconhecido pilar preventivo de doenças como hipertensão, diabetes, alteração em taxas de acido úrico, colesterol, triglicérides, bem como a osteoporose, reduzindo as incidências locais de infartos, derrames, entre outros, diminuindo as internações, e reduzindo a procura aos locais de atendimento medico,  ajudando a aumentar a expectativa de vida como um todo da população e tendo um efeito em escala, ou seja influindo em todo o processo da saúde publica! Simples! Fácil! E barato!
Podemos argumentar também que este projeto é fomentador do turismo, pois em todas as cidades européias já se estabelecem como prioritários projetos e trajetos ciclísticos. Não desejamos o extremo suíço, onde num país de 41.290 Km2, existem nove ciclovias, num total de 3.000 Km. Se é um charme pedalar pelas ruas de Paris, Copenhague, ou nas trilhas de Santiago de Compostela, porque não um tour que ligue, as barras de Tabatinga a Maxaranguape?
Aumentando a importância de uma ciclovia para a cidade, que custa em torno de 48 a 80 mil reais por km construído, vem a questão do meio ambiente, e as reduções nas emissões de carbono, que um projeto deste pode gerar. No Brasil existem aproximadamente 3 milhões de bikes, para mais ou menos 150 km de ciclovia construídas.
Imagino quantos carros deixarão de circular na cidade, o Planeta também agradece! Quanto melhor o ambiente melhor a saúde, menos se adoece, mais se envelhece, e com maior qualidade...!
Olha a escala de volta!
Todo investimento que impacta a médio e ou longo prazo a saúde gera economia sustentável com permanentes efeitos na qualidade de vida dos cidadãos! Vontade e atitude política!
 
JMS  

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cardiologia ambiental

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol



Ocorre junto a Sociedade Brasileira de Cardiologia uma iniciativa louvável, no sentido de integrar a especialidade definitivamente aos interesses do meio ambiente, dos bairros, das cidades, estados etc, de forma engajada e participativa!
Qual seria a real importância da poluição ambiental sobre os eventos cardiológicos? Que gravidade e que proporções tomam quando a exposição se dá sobre uma população em sua totalidade? O que pode a poluição sobre o seu coração?
Quando pensamos nesse tema devemos lembrar dos tabagistas, fumantes por opção, os ativos, e, por convívio os passivos. Alguns mais predispostos desenvolverão patologias relacionadas, como enfisema, alergias, obstrução coronária, hipertensão arterial, cânceres de pulmão,  dependendo do tempo e da intensidade da exposição, alguns por consumo passivo e bem mais sensíveis, também. Porem esta exposição é opcional, eu só fumo, ou aceito conviver com um fumante por que quero, se não quiser modifico isso!
A exposição à poluição nas grandes cidades é diferente querendo ou não estamos todos expostos ao equivalente de contaminação de uso de um e meio, a dois cigarros por dia, durante toda nossa vida! Nossos filhos, netos, recém natos ou adultos, idosos, gestantes, com maior ou menor capacidade de tolerância e ou resistência a intoxicação crônica dos poluentes, todos!
 O patologista professor da faculdade de medicina da Usp, consultor de Harvard, ciclista por convicção Paulo Saldiva, levou seu depoimento ao programa “De Coração” exibido pela TV Senado, falando da importância e do envolvimento que a cardiologia deve ter em relação à poluição, desta entrevista extrai material para este artigo.
Tentando conter a contaminação ambiental, retiramos dos centros das cidades as fabricas e indústrias e as levamos para periferia, as cidades transformaram-se em produtoras e vendedoras unicamente de serviços, isso aumentou em muito a locomoção das pessoas, em sua maioria em veículos à diesel, antigos, obsoletos de baixa tecnologia embarcada e altamente poluentes responsáveis por 92 a 93% da poluição das cidades. Produzimos frota moderna apenas para exportação. Alguns pacientes podem em grandes cidades positivar um teste ergométrico, para verificar possibilidade de doença coronariana, quando este for realizado após uma exposição aguda a poluentes, a poluição pode aumentar em até 70% o risco de um evento cardíaco.
A poluição nas grandes cidades se da não só pelo acumulo de gases irritantes, mas principalmente pela ação da luz solar sobre esses gases, derivando em sem numero de poluentes secundários de difícil mensuração.
Quando se respira um ar poluído não fazemos por opção, mas por necessidade vital, caso paremos de respirar, morreremos, portanto não temos defesas nem solução de cunho individual. Trata-se de um problema de saúde publica, onde as autoridades frente aos números astronômicos do processo necessitam agir. De 1 a 2 milhões de pessoas morrem em todo o planeta, vitimas da poluição ambiental, gerando um custo de 4 bilhões de dólares por ano, a sociedade, portanto pagamos também por esta conta!!
A falta crônica de política de transporte coletivos eficazes para massa da população, o desestímulo e a falta de segurança para utilização da bicicleta, transporte moderno, ágil e cada vez mais estimulado em cidades do primeiro mundo, porem esquecido em nosso meio, a ponto do único trecho de ciclovia existente em nossa cidade estar sendo demolido para aumentar a circulação de mais e mais carros, sonho de ascendência social, porem meio cada vez mais rápido de levar nossa Natal ao patamar de cidade altamente poluída!? São decisões como esta que futuramente devemos creditar nas contas de nossos dirigentes. Também na conta dos ambientalistas que por meio metro de duna, permitem que se dobre a circulação veicular na Costeira, dificultando e expansão para construção de uma ciclovia demarcatória e fiscalizatória, no contorno, e porque não no interior do parque das Dunas, pois onde se alterasse seu trajeto já se saberia que a reserva foi violada. A pensar!

JMS            

sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Berinjela com chuchu 

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br

Dia a dia de nossa clinica, recentemente, claro que a Maria é ficção!
- Bom dia, d. Maria! Há quanto tempo, como tem passado?
- Não muito bem, vou como sempre e mais velha! O Sr. sabe como é, não?
- Sei não, d. Maria, a Sra. parece tão bem, tão firme e disposta, tão bem cuidada! 
- Eu!!!?? To nada, ninguém liga para mim, tenho que me cuidar sozinha, meus filhos são ocupados... E não tem tempo para nada, meus netos não vão lá em casa, há mais de mês!!!
-                     - Tudo bem amiga, veio sozinha?
 - Não, viemos no carro de meu neto, que nos deixou aqui, e minha filha esta esperando lá fora!
  - Sei!?! Suas dores nos joelhos melhoraram?
  - Diminuíram bastante, incomodam bem menos, só aumentam quando faço muito esforço!
  - Quer dizer que o medicamento que passei desta vez funcionou?
  - Nada dr., tomei junto um preparado de babosa que minha vizinha me ensinou, e passei uma pomada nova que o homem da farmácia sugeriu.
   - Sei!!!? Argh! Seu estomago voltou a doer?
   - Há Dr. nem te conto... Arrumei um novo chá de folha de laranjeira e tomei junto com o seu remédio e foi batata! O que não vai bem é minha memória! Falha direto!
   - Mas a Sra. tomou as gotinhas que passei pra memória?
- O remédio novo, comprei, mas fiquei com medo de usar, esses que mexem com a cabeça são muito fortes né?
 - Acho que não d. Maria, é homeopático, bem suave e especifico!
 - Vou falar com meu filho pra ver o que ele acha, e vou tentar usar! Senão acho que esqueço até meu nome! O Sr. tá mais gordo né?
  - Acho que não d. Maria, neste ultimo mês perdi 4 kg! Para dar o exemplo!
  - Imagina antes heim Dr.? Tava gordinho! Eu é que não deixo engordar, tenho o mesmo corpo desde que casei!
  - Mas d. Maria desde a ultima vez, a Sra. aumentou 6kg, e só fazem três meses! Trouxe seus exames que pedi?
  - Trouxe, mas o Sr. vai me desculpar,  estão no nome do medico lá do bairro porque eu perdi o papel que o Sr. deu, e ele pediu os que me lembrei, mas o colesterol e o triglicérides vieram e até que deram mais ou menos, porque esse mês eu não pude caminhar... 
  - Sei! Vamos ver como estão!
  - Me deixa procurar, meu Deus será que deixei em casa? Deixa-me ir lá fora perguntar para minha filha, ela deve saber.
  - Pode deixar que eu peço as meninas para verem para a Sra.! Enquanto isso vai até a maca para que eu a examine! Deixe eu te ajudar a levantar...
  - Precisa não Dr., não sou aleijada não viu... Vixi, quase cai, mas também o Sr. me deixou insegura em casa faço tudo sozinha...
  - Sei, mas deixe eu lhe ajudar, assim mesmo!
Exame realizado e nada demais encontrado.
Chega a funcionária trazendo os exames.
  - D. Maria o que houve com suas taxas? Glicose de 120, colesterol quase 300, triglicérides 280... Deixou a dieta? Voltou a nutricionista? O que danado aconteceu?
- Acho que foi porque estava faltando o remédio lá na Unicat, e também a menina que trabalha lá em casa, gosta de colocar muito óleo e sal na comida, eu bem que digo a ela olha a minha pressão vai subir, mas o Sr. sabe como é ?
- Sei, sei muito e a nutricionista a Sra. foi?
 - Fui não Dr. não vou mentir, pois já sabia tudo que ela manda comer, mas acho que vou ter de ir né?
 - Acho que deve, e também tem de voltar a caminhar d. Maria, sua pressão está um pouco elevada! Vou refazer sua receita, as solicitações dos exames, o encaminhamento para a nutricionista, e vou passar um cálcio para seus ossos. 
  - Doutor pode deixar que vou fazer tudo direitinho, porque o Sr. é sensacional, só de vir aqui a gente já sai melhor, e para ajudar vou juntar ao meu chá de laranjeira, um pouquinho de berinjela para as taxas, e chuchu para abaixar a pressão e Sr vai ver como eu vou chegar aqui boazinha, fica com Deus Dr.! 
  - Vá com ele d. Maria e que Ele nos proteja muito...

JMS

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AVC


João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol




Acidente vascular cerebral, derrame, trombose, vários nomes para um evento circulatório que ocorre dentro desta caixa óssea fechada e extremamente delicada, onde uma rede fina de neurônios, tecidos, e principalmente vasos sanguíneos, que se encarregam de levar os nutrientes e oxigênio aos nobres tecidos cerebrais!
Em cada área do cérebro existe a especificidade para cada um dos comandos, um setor é responsável pelo olfato, fala, visão, movimento etc... Logo dependendo da parte afetada, teremos os reflexos condizentes!
Os AVCs se diferenciam em transitórios, que duram pouco e quase nunca deixam sequelas, e se dariam por espasmos vasculares intra cerebrais, e que podem ser preditivos ou precursores dos demais. Os isquêmicos que resultam de uma trombose (65%), ou de um embolismo (20 a 25%), ou hemorrágico intracerebral (5%), ou subaracnóide (5%).
Os trombóticos podem ser precedidos pelos transitórios, tem inicio variável, os déficits neurológicos podem ser flutuantes ou intermitentes! Os embólicos têm inicio súbito e déficit neurológico máximo desde o inicio!
O hemorrágico intracerebral, tem inicio súbito, tende a ocorrer durante uma atividade e pode estar ligado a elevação da pressão arterial e invariavelmente acompanhada por uma cefaléia excruciante evolui para o coma, do qual o paciente quando recupera, sai em estado confusional importante!
As principais artérias comprometidas são, a cerebral média, anterior, a carótida interna, a vertebral, e a basilar e as síndromes lacunares!
As diferenças entre os AVCs, se apresentam assim, os trombóticos ocorrem pós processo em vaso já parcialmente ocluídos por aterosclerose, que vão se acumulando e obstruem o vaso impedindo a circulação adequada no local! Os embólicos ocorrem pela liberação a distância de parte de placas, ou coágulos freqüentemente cardiológicos, ou em vigência de fibrilação atrial, arritmia que produz êmbolos!
As hemorragias intracerebrais, ocorrem em rupturas de pequenas artérias penetrantes em vigência de hipertensão, ou angiopatia amilóide que diferem da subaracnóide, que se devem a rupturas de aneurismas saculares congênitos, mal formação artério-venosas ou tumorais.
Os lacunares estão fortemente ligados a fatores como idade, diabetes e hipertensão!
Algumas condições podem mimetizar os acidentes isquêmicos transitórios,  como estados convulsionais, síncopes cardiogênicas, enxaquecas, tumores ou encefalites, hipoglicemias, doença desmielinizantes, e até ataques de pânico!
Logicamente  cada caso recebe uma abordagem específica!   
 Existem diversos fatores a serem considerados, os ligados ao estilo de vida como sedentarismo, excesso de álcool, tabagismo.
Os fatores não modificáveis, a idade o sexo masculino, a raça afro-americana e a história familiar!
Os fatores modificáveis, como hipertensão, doenças cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, a diabetes, as dislipidemias, e estados de hipercoagulabilidade! Todos muito similares aos das doenças cardiovasculares, e intrínsecamente relacionados. Logo os métodos de prevenção primária passam pelos controles destes, alem da obesidade com controle dietético especifico!
Nos quadros de acidentes vasculares, deve-se considerar os seguintes exames, alem da história clinica, e do exame físico, um eletrocardiograma, o raios-X de tórax, o hemograma com plaquetas, VSH, e as provas de coagulação, TAP, perfil bioquímico, principalmente valorizando a diabetes, gasometria, e sorologia para sífilis. Alem é claro da Tomografia do Crânio, exame elementar na abordagem do AVC!
A ultrassonografia de carótidas, para estudo de placas, ou obstrução produtora de trombos! Casos mais complexos podem necessitar de uma Angiografia e evoluir para a endarterectomia carotídea, caso a fonte obstrutiva ou produtora de êmbolos seja esta.
O tratamento, passa pela anticoagulação com derivados da heparina, ou os novos rivaroxaban, e dabigatran, nos processos pós arritimia cardíaca, como na fibrilação atrial, ou antiagregantes plaquetários, como aspirina ou ticlopidina e clopidogrel entre outros, que diminuem a adesividade sanguínea, reduzindo o risco trombóticos pós coagulação. A utilização de tromboliticos ou neuroprotetores nas primeiras seis horas, parece ter efeito similar ao do uso cardiológico, mas permanece em estudos.
As principais complicações neurológicas do derrame agudo são o edema cerebral, as convulsões, e a transformação hemorrágica de infartos isquêmicos. As clínicas passam pela trombose venosa profunda, e embolia pulmonar, pneumonia aspirativa, infecções urinárias, e ulceras de decúbito!
Para a correção de seqüelas, quando houverem, a reabilitação deve ser iniciada tão logo o estado do paciente assim permita, as vezes a recuperação dará lugar a adaptação, por isso a abordagem fisioterápica,  por fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais deve ser protocolar! Distúrbios na fala, visão, de movimento, de sensibilidade específica, da memória são os mais freqüentes e tão mais permanentes quanto a demora de inicio do processo de reabilitação!
Reduzir a incapacidade funcional posterior é missão árdua da equipe multidisciplinar que abordam o paciente no pós AVC.
Saber em detalhes quais o objetivos das famílias envolvidas e se razoáveis tentar atingi-los. As vezes a singeleza destes desconcertam e emocionam, por exemplo algumas famílias querem apenas estar próximo ao seu ente querido! Outras vezes a pergunta é “quando é que mamãe fica boa”? E a resposta as vezes fica retida na garganta! Melhor talvez, boa!!??...
No pós AVC os quadros de distúrbios de humor, ou depressão são comuns e tornam necessária a intervenção medicamentosa!
O delírio, agitação, reações paranóides, podem ocorrer e devem ser alvo de intervenção psiquiátrica.
A ressocialização precoce deve ser norma no paciente acometido para reduzir o tempo de recuperação e a incidência depressiva! 

JMS