Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
TOLERÂNCIA E INCLUSÃO
Idade per si já é
fator discriminante e de isolamento, lidamos todos os dias com dificuldades de
inclusão do mais lento em gesto e em entendimento, do que já não é tão belo...,
sem falar naqueles que com patologias, repetem, perguntam e não compreendem.
Entendimento e inclusão
ao idoso é vital.
Termos vulgarizados
por políticos oportunistas que querem para si um domínio que só se utilizam por
retórica, não vejo em sua maioria nenhum que transpasse da intenção ao gesto.
Muito bonito se dizer em palanque que condena o anti semitismo e
vender armas a inimigos ou apoiar comunidades negras, e dar verbas ao Klu Klux
Klan....
Sempre encontrei
muita dificuldade em lidar com o diferente, pisando em ovos, por não saber o
que ofende, me sentia sem jeito ao lidar, como quem pega criança de colo pela
primeira vez, um autista ou um portador
de paralisia cerebral, sempre me foi difícil abordar.
Tenho tido aulas
sequentes de tolerância e inclusão que de tão improváveis se fazem místicas e
míticas, em um momento em que isso parece mercadoria rara, passo por aprendizado
de coleta!
Nunca professamos em
criação de descendentes qualquer posição que desabonasse ou reduzisse quem quer
que fosse devido sua cor, credo, estado cível ou financeiro, obesidade ou
caquexia, nem para um lado, nem para o outro!
Sem críticas às
preferências sexuais, mas sem apologias também, normal, igual, sem
observâncias!
Vida segue e formam-se
indivíduos esses se casam geram prole!
O exemplo e a
educação de maneiras se transmitem e como um gene, se transportam aos mais
jovens e retornam em modo de ser.
Há algum tempo, meu
neto mais velho, Luiz, chega em casa com o rosto
todo marcado e sem um dos dentes de leite que havia perdido em uma agressão
sofrida na escola. Fico desconcertado, já que ele é de boa índole e não costuma
se envolver em demandas. Como pode?
Descubro ainda que
ele pediu a professora que não punisse o agressor?! Informa
que o menino, sendo especial, não fez porque quis, e estava automaticamente absolvido.
Sequência em outra semana, comemorando o seu aniversário na
escola, conheço aquele que para mim tina sido algoz pelo ocorrido, um amor de criança, diferente, abraçado
a meu neto me pune com sua inocência e simplicidade!
Tempos depois em um
jantar, sou questionado, como vai Juju, sua neta? Que ela dá conta de tudo e participa
com todos? Etc...
Comento com minha filha, que Júlia é uma onda,
todos falam bem dela e escuto: “é que o
filho desta pessoa é especial, autista,
e na sala dela tem dois especiais, e ela os inclui o tempo todo, voluntariosa,
vai buscá-los e traz para as brincadeiras
e atividades e isso faz com que as mães destes, tenham por ela o maior carinho
e admiração”!
Como me senti
orgulhoso!E mais que isso, seguro, de que aqueles que são especiais, não tem o
que temer, já nasceram aqueles que naturalmente, sem forçar a barra, crescerão
junto aos "diferentes" de forma absolutamente serena os incluirão sem
que tenhamos de professar leis, ou normas de exceção ou goela abaixo, eles não
serão suportados porque querem alguns, serão incluídos por serem essenciais a
felicidade de todos e assim, como os idosos, os dependentes...
Parece em curso uma lição a políticos
e governantes, que alguns conceitos, vem
de dentro para fora.
Proporcionalmente parece implícito
que a intolerância e a exclusão daqueles que matam com a pratica de desmandos e
CORRUPÇÃO também é visceral e de dentro para fora.
Não deve existir tolerância
e compreensão, com quem rouba, quem pratica a corrupção,
pois, esses como já escrevi aqui são assassinos em escala, quem desvia ou se
apossa, o faz de quem menos pode e de quem menos sabe, tornasse tão criminoso
quanto esses líderes militares que levam o povo a extermínio.
Aqueles que perecem
por viroses previsíveis e contornáveis, pela falta de medicamentos e/ou vagas
em hospitais, que ficam sem seu seguro saúde por inflação proveniente de desvios
em orçamentos públicos, aos que morrem feito moscas, aos que ficam dependentes
e não podem arcar com custos de seus cuidadores. Enfim quando alguém submete
seu nome ao voto, assume a responsabilidade com aqueles que representa e todas
as responsabilidades inerentes.
Aos que traem essa
função nosso repudio e implacavelmente intolerância.
Nasceu e esta entre nós, a geração para quem tolerância e inclusão, serão
termos tão praticados e naturais, quanto respirar.
Tolerância praticada é evolução.
JMS

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