segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

MALES QUE VEM PARA O BEM UTILIDADE SOCIAL x PREVIDENCIA

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
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MALES QUE VEM PARA O BEM
UTILIDADE SOCIAL x PREVIDENCIA
Tema atual a reforma da previdência esta sobre a mesa e será a obsessão gerencial deste governo ladino que hora habita em Brasília.
Muito tem-se falado sobre tempo de contribuição, tempo de serviço, aposentadoria, sobre falência previdenciária, falácias, engodos e ficção.
Projetos de dar a conta certa as pessoas erradas, ninguém comenta das renuncias fiscais e os débitos astronômicos que mega empresas tem com os órgãos públicos, e seus afins e quanto isso impacta no famigerado déficit previdenciário, bandeira deste lunático destemperado que herdamos do governo mais corrupto que habitou um poder na face da terra.
A empresa centro das atenções no escândalo de propinas no Brasil hoje que manteve em seu epicentro essa organização criminosa travestida de partido que gestou e nos empulhou esse vice, agora presidente, espalhou seu modelo em mais de trinta países.
Pensem comigo, foi só ela, outras não? Sigam pensando todas estão religiosamente em dia com a receita e com a previdência?
Propor agora que pessoas que seguiram a regra durante anos aceitem que precisam se sacrificar um pouco mais..., sem antes determinar qual a carga de reparo para os mega fraudadores, para os ilícitos etc
Pensem comigo, qual a carga e o impacto da evasão fiscal previdenciária sobre as quantias desviadas, não equilibrariam ao menos parte desta propaganda enganosa?
Teremos em breve o complemento da relação dos corruptos, por delação,  além dos trastes já defenestrados, que legitimidade tem corruptos a propor medidas tão solenes a população da terceira idade. Reduzindo direitos e aumentando deveres a luz de uma campanha de quebra da previdência!
PARADOXALMENTE aquilo que parece uma crueldade com os velhinhos, agirá de modo inverso mantendo o geronte por mais tempo em suas obrigações, estendendo suas responsabilidades e obrigações para com  ele, sua empresa, seus clientes, sua família, e demais situações.
A aposentadoria precoce, súbita, e sem um plano B tem sido associada a maior frequência de adoecimentos com  recidivas, projeto de parada sem que hajam vantagens em agencias de viagens, em clubes, em laser, em melhora pecuniária levam na maioria das vezes a uma deterioração da saúde com esgotamento de reservas fisiológicas, cronicidade e óbitos.
Países onde a previdência valoriza seu segurado, prevê além de um bom aporte financeiro, suficiente para sua manutenção alimentar, medicamentosa, e material uma ampla rede de assistência social, e descontos subsidiados para todas as atividades do geronte, da academia ao teatro, passando por passagens, hospedagens e incentivo a passeios. Chegando em muitos casos a gratuidade.
Nossa realidade pune aquele que já produziu penalizando a vilania da penúria e da dependência de filhos, parentes e aderentes, levando com ela o restinho de dignidade, já combalida em quem recebe do envelhecimento suas limitações.
Realidade diferente projeto de vida diferente, enquanto puder o geronte de países subdesenvolvidos, alvo de projetos pessoais de ratos, travestidos de gestores, classe amorfa e fungica que vive de colonizar o suor de quem os confiou aos cargos, deve se manter trabalhando.
Caso reúna tempo suficiente para aferir seus proventos, sugiro começar a recebe-los, porém sem parar de trabalhar, isso somente em último caso e com um muito bom projeto substitutivo,
Manter a utilidade social é um grande projeto de manutenção de higidez do cidadão da terceira idade. Quanto mais função tiver  em seu meio, menos tempo terá para prestar atenção a pequenas mazelas que de outra forma podem amplificar-se levando a processos devastadores a sua saúde, convivência e sobrevivência.
O problema então não é parar de trabalhar, o problema é parar de forma lenta, gradual, progressiva.
Sou incentivador da aposentadoria que reduz horas trabalhadas, por exemplo em uma hora a cada dois  anos e mantem o salario, como forma de valorização, findo dez anos o funcionário trabalharia apenas meio expediente e sentiria menos essa descontinuação. A empresa também sentiria menos essa perda.
Qualificar aposentadoria, também,  é colocar na cadeia esse bando de inescrupulosos, cínicos, que estão debochando do esforço que você faz para produzir e achincalham seus proventos, destroem todas nossas riquezas em series improprias da apropriação do patrimônio comum.
Voltemos pois a sacudir que eles caem, LAVEMOS a JATO toda essa imundície.

JMS     

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