Cardio - Geriatra
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Queda é o deslocamento não intencional
do corpo para um nível inferior a posição inicial com incapacidade de correção
em tempo hábil, determinado por circunstâncias multifatoriais comprometendo a
estabilidade.
Um dos problemas mais difíceis, na
prática da gerontologia é a prevenção de acidentes com quedas e conseqüentemente
traumas e um sem número de transtornos que estas causam. Elas acometem em
média, 30 a 40% dos idosos em geral e até 60% dos albergados.
O principal dano pós quedas são as
fraturas, dentre estas a mais comum indubitavelmente são as fraturas de
quadril, e colo do fêmur, pois 90% destas são em conseqüência de quedas! Apenas
10% em decorrência de outros motivos.
A mortalidade destes pacientes,
varia de 12 a 22%, as seqüelas, e a presença de déficits funcionais, são extremamente freqüentes, outros tipos de
fraturas representam apenas de 2 a 3% do total. Aproximadamente 12000 gerontes
perecem vitimados por esta entidade, e mais ou menos 20% dos casos fatais
ocorrem nos lares dos anciãos.
Portanto mediante este prólogo, é
dever do medico assistente investigar, com que freqüência, vem ocorrendo as
quedas, duas ou mais nos últimos seis meses, deve ligar o alarme, para pesquisa
das causas. Lembrar também que um idoso que cai, ou caiu é um potencial dependente,
devido ao medo gerado e a insegurança inerente.
Investigar a tendência do paciente a
minimizar as quedas, atribuindo a um simples tropeço, o que na verdade pode ter
outra conotação!
Fatores que propiciam as quedas, os ambientais, ou extrínsecos, estão
relacionados aos locais onde o idoso vive ou freqüenta. Pisos escorregadios,
escadas, tapetes, fios de eletricidade ou telefônicos, moveis em excesso, com
arestas, e pontas vivas, obstáculos, moveis muito baixos, ou muito altos, instáveis,
roupas largas, com pontas soltas, calças
as quais se pode pisar em sua bainha, sapatos com saltos ou derrapantes,
escorregadios, são todas causas muito comuns
de quedas!
Os fatores intrínsecos, são de
grande diversidade, os demográficos, onde os indivíduos de maior idade estão
mais sujeitos, do sexo feminino, e da raça branca.
O uso de auxílio para deambular,
como andadores, ou bengalas. Pacientes portadores de patologias crônicas, como
Parkinson, acidentes vasculares, obstrução carotídea, claudicação intermitente,
em vasculopatias, doenças neuromusculaes,
artrite, diabetes, principalmente quando
ocorrem as hipoglicemias,, cardiopatias, crônicas, ou agudas, arritmias, e
síndrome vaso vagal, hipertensão, hipotensão ortostática, que é aquela que
ocorre quando o individuo altera subitamente sua posição. Distúrbios de visão, velocidade para
caminhar, alteração de força em extremidades, e da percepção sensorial.
Convulsões, doença do ouvido médio, hipotireiodismo, podem ocasionar sintomas
que levam a quedas.
A utilização de múltiplos medicamentos,
muito comum nos idosos, e/ou uso prolongado de hipnóticos, sedativos,
ansiolíticos, antidepressivos triciclícos, medicamento anti parkinsoniano, anti
psicóticos, drogas cardiológicas como diuréticos e anti hipertensivos levam até
mesmo pacientes mais jovens a terem risco de quedas! Todas são causas, porem os
mais comuns são as labirintopatias, vertigem,
hipotensões, baixa da pressão,
hipoglicemias, baixa dos níveis de glicose, e a utilização de drogas,
que em pacientes com osteoporose, ou perda de calcificação que sofram quedas,
facilitam as fraturas, levando a imobilidade, com desautonomia secundaria a
imobilização, restrição, aumento do riscos de infecção, e altos índices de óbitos
neste grupo especifico.
A difícil recuperação torna mandatário
a prevenção de quedas, com “limpeza” dos espaços dos idosos, com remoção de
“entulhos” , observação precoce de tendências, com alterações nos potenciais de
riscos, através de teste funcionais, do dia a dia, como mandar pegar um objeto
em local alto, ou subir um lance de escadas, mudanças de posição e medidas
tensionais em varias posições, deitado, sentado e em pé!
Exercício de reabilitação, atividades
físicas com exercícios resistidos, musculação, pilates, RPG, e praticas
orientais, como ioga e o tai chi chuam, massoterapia, e estímulo a retomada da normalidade da
rotina de vida devem ser praxe.
Para evita-la, ergonomia, equipamentos e adaptação da residência o uso
de barras de apoio e cadeiras nos banheiros, o controle de altura dos moveis,
os muito baixos provocam um esforço exagerado para se erguer , os mais altos a
dificuldade de acesso! Prateleiras muito altas ou muito baixas são desencadeadores!
Respeitar a patologia pelo seu potencial
devastador, temer sua presença jamais! Parafraseando o compositor, quando der,
“ levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”!
JMS

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