Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
Imperioso o fato de manter o idoso
hígido e útil até o limite de sua existência. Quanto mais longe conseguir
chegar dono de seus sentidos e de sua lida melhor.
Quanto maior o período que se
mantiver em seu meio, próximos aos seus entes queridos e em sua origem muito
melhor.
Encontra-se em processo de fertilização um gigante que pode
ser muito bem vindo, ou pode ser o assombro social das próximas décadas!
Os acima de 65 anos superaram os
abaixo de cinco anos nascidos no Brasil, gradativamente a população de
gerontes, que correspondiam a 16% de nossa população em 1990, dobrará em 2025
passando para 32% de nossa população.
Metade dos nascidos no século 21
ultrapassará os 100 anos e a expectativa de vida já evolui 1 ano a cada 5
vividos!
Apesar de toda crise na saúde publica,
sobe a expectativa de vida do país, e a expectativa no Rio Grande do Norte, foi
a que mais evoluiu no Brasil, nos
últimos 33anos, segundo dados do IBGE.
Prevenção trabalho árduo e contínuo
parece frutificar e nos promete vidas mais longas, e de melhor e maior
qualidade.
Em que pese cidades mal planejadas e
pessimamente geridas, onde acessibilidade, segurança, cidadania são predicados
raros, secundarizado por serviços escassos, e preocupação preventiva comparáveis
as temperaturas dos polos de tão baixas. Permeadas por subornos e corrupção e
mal feitos de toda ordem, como uma flor no asfalto a expectativa de vida
emergirá.
Inexoráveis e soberanos nossos velhos
vicejarão se multiplicarão e se tornarão maioria populacional e de acordo com
todos os estudos e estatísticas populacionais vigentes!
Mercado forte!
Insistirão em permanecer em sua
grande parte hígidos, porem, com uma enorme quantidade comprometida em sua
independência ou autonomia, seja física ou psíquica, ou ambas.
Legiões de idosos para serem cuidados,
acompanhados e assistidos, serviços médicos, odontológicos, fisioterápicos,
enfermagem, educadores físicos e cuidadores de idosos a segui-los, ocupando a previdência, e a todos os serviços
existentes.
Utilizando todos os recursos para
manter a utilidade até idades muito mais avançadas, sofismando a terceira idade
para os 70 ou 75 anos, pensando em aposentadoria para idades mais avançadas e
imaginado condições para que pessoa de idade possam permanecer no mercado de
trabalho sem punir seus empregadores, imaginando recompensas e renuncias
fiscais para serviços que priorizem a manutenção do geronte ativo.
Manter idosos melhores cuidando ou
supervisionando idosos em piores condições, investir na manutenção daquilo que
mantem o geronte vivo, sua utilidade ao outro a família , a comunidade. Diante
disso...
Pergunto: qual a politica de estado
para o problema o qual suscitamos?
O que vamos fazer com nossos idosos,
o que estamos fazendo com os que já existem?
Cumprimos a legislação? Respeitamos
o Estatuto do idoso, as normas constitucionais? Ou ignoramos e tocamos com a
barriga deixando para aqueles nas mãos de quem vá estourar. “Finge que não é
com a gente, vai que dá tempo de passar meu mandato e o próximo que resolva....
“
Senhores acho que o próximo já
passou e já passou a hora de respondermos:
O QUE VAMOS FAZER COM NOSSA
POPULAÇÃO DE IDOSOS?
Qual o projeto para esses que foram
responsáveis pelo crescimento de nossa nação, que pagaram seus impostos, que
sofrem na frente de serviços absolutamente despreparados para recebe-los. Qual
será o destino deles?
Qual a politica de governo para a terceira
idade?
Soluções individuais, como escola
publica e particular, SUS e planos de saúde, segurança publica e privada, como
vai ser mais uma farsa.....?
Urge essa resposta, a sociedade esta
a frente de um bônus, o aumento da expectativa de vida, almejado e perseguido
por todos, que se tornará um ônus se não
nos prepararmos condizentemente, poderemos chegar ao cúmulo de não podermos sair
de nossas casas para produzir, para ficarmos muito justamente cuidando de
nossos pais e ou parentes dependentes.
Abrir discussões e buscar soluções
para mantermos nossos idosos uteis até como terapia ocupacional, e depois que
ficarem dependentes termos politicas de amparo e suporte consistentes para
cuidarmos de quem cuidou da gente!
Pensem nisso e um Bom Domingo
JMS

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