sexta-feira, 11 de novembro de 2016

FIBRAS

Dr. João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
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FIBRAS 

Doenças da modernidade podem estar intimamente associadas a tipo de métodos de plantio e a redução de consumo de fibras. Antes da Revolução Industrial, doenças prevalentes hoje, eram praticamente inexistentes, as infectos contagiosas dominavam o cenário, porem, doenças crônicas tais como doenças cardíacas, aterosclerose, câncer, doenças do intestino irritável e diabetes eram em menor numero, pois  são precipitadas por fatores de estilo de vida. Os fatores que mais impactam o risco das doenças, talvez tenham sido um declínio do consumo de alimentos cultivados organicamente de elevado teor de fibras vegetal, solos exauridos de oligoelementos que se perdem com a fadiga de colheitas seqüenciais e um aumento a exposição a produtos tóxicos e pesticidas.
A maioria dos seres humanos consome fibras em quantidade inferior ao necessário e muito aquém de suas possibilidades.
A recomendação de meros 35 gramas de fibra diariamente para os homens e 23 gramas para as mulheres, parecem insuficientes!
Quando se olha para nossos antepassados, que consumiam uma dieta de alimentos à base de plantas, e que forneciam algo perto de 100 gramas de fibras diariamente, resultando em melhoria na quantidade, qualidade das fezes e na frequência das evacuações.
Prevenindo assim as constipações intestinais, melhorando a peristalse, movimentos regulares do tubo gastrointestinal, garantindo que as toxinas e detritos sejam expelidos do corpo em uma maneira oportuna e não constantemente reabsorvidos ao sangue,  também ajudam a manter os órgãos digestivos saudáveis, reduzindo o risco de síndrome de intestino irritável e doença de Crohn, entre outras.
O consumo de fibras, principalmente antes das refeições, promove saciedade, sendo coadjuvante em dietas para perda de peso sem perda de massa muscular, principalmente quando se inclui vegetais verde escuros, como brócolis, e espinafre, ricos em compostos nitrogenados  e recompositores musculares.
A perda de peso importa em prevenção de uma série de doenças metabólicas debilitantes, logo as fibras tem ação preventiva.
Agindo por contato as fibras auxiliam na redução de níveis de colesterol e da inflamação, influindo em eventos vasculares como trombose, acidente vasculares cerebrais e até mesmo doenças cardíacas, com ênfase em hipertensão.
São ótimos  nutrientes  para as bactérias que habitam o intestino, a micro biota,  desenvolvendo-a.
Isto é importante, porque uma deficiência de boas bactérias no intestino pode provocar inflamação, aumentam o risco de obesidade, diabetes, reduzem a imunidade e aumentam o risco para uma variedade de doenças incluindo a síndrome do intestino irritável, câncer, autismo, alergias, depressão e demência.
Quase todas por déficit em insumos de neurotransmissores e enzimas intermediadoras de reações orgânicas.
A fibra gera a produção de hidrogênio, H2, no intestino, após uma refeição rica fibras suas bactérias produzem hidrogênio. Catarse que conduz a uma miríade de efeitos benéficos no cérebro e todos os outros órgãos do corpo humano.
O H2 é capaz de beneficiar todo o corpo  porque é a menor molécula do universo, o que significa que facilmente difunde-se em seu sangue, células e mitocôndrias e ultrapassa a barreira hemato-encefálica.
Existem hoje mais de 600 publicações sobre o  H2, e a melhora da saúde e com efeitos em ampla variedade de doenças, e faz isso com segurança, sem efeitos secundários negativos.
Estudos têm demonstrado que H2 ajuda a melhorar o desempenho atlético, protege a função cerebral por melhora nos neuro- transmissores.
Possui potentes propriedades anti-inflamatórios, antimicrobiana, antienvelhecimento, antifadiga, antialérgica, antiartrite e  obesidade.
Finalmente, ajuda a converter os radicais livres em água, evitando  danos a suas células e ao DNA, refletindo  na  longevidade.
Valorize fibras de cultivo orgânico, evitando a intoxicação por organo-fosforados e pesticidas.
Pesticidas atacam seu corpo em várias frentes, sintomas como dor abdominal, tonturas, dores de cabeça, náuseas, vômitos e problemas de pele, olhos e alergias.
Associados a um risco aumentado de doenças, como vários tipos de cânceres, doenças neurológicas como Parkinson, Alzheimer e demais demências, desordens endócrinas, TDAH, autismo,  baixa taxa de natalidade e morte fetal, infertilidade, obesidade, diabetes, dermatite, depressão, memória e  asma.
Portanto procedência aqui também é prudência.
JMS
 

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