sexta-feira, 18 de maio de 2012



João Mariano Sepúlveda

Cardiogeriatra

www.medicareclinica.com.br

@No_formol


Vinculado a nosso site, nosso blog vem dar acesso a temas geriátricos, preventivos, e situações afins, neste texto demos vazão a um delírio imaginativo contextualizado, de como seria...

A cidade ideal do idoso

Recentemente fui instado ao exercer uma consultoria a pensar como seria o local ideal para os gerontes habitarem.
A pergunta era sob uma ótica geriátrica qual seria a cidade dos sonhos dos idosos?  Que transponho alem do trabalho!
Teria de ter muita luminosidade, ser ensolarada, para os manter aquecidos, fixando a vitamina D em seus ossos, porem arborizada e ventilada para proteger suas frágeis peles dos raios UVB, evitando o câncer! Entre Trópicos!
Seria em uma área onde a poluição não fosse tão dramática, como nos grandes centros, teria os recursos tecnológicos de uma grande cidade sem perder o intimismo das pequenas.
Seria muito plana sem grandes aclives e declives e teria calçadas, que seriam largas, consecutivas e liberadas para os pedestres, com iluminação noturna adequada, sinalizada de maneira nítida, sem ser confusa, com recalques sonoros e visuais em todos seus cruzamentos.
A luz e o som do sinal fechado por exemplo. Redundância positiva!
Seria limpa, bonita, livre de poluições visuais e sonoras, em ritmo minimalista, economizando o planeta, consumindo o estritamente necessário, o que realmente fosse ser utilizado. Ecológica!
Parques, orlas ou bosques seriam adequados para utilização regular dos mais velhos, com projetos de meditação, ioga e tai chi chuam, dança, entre outros.
As pistas de rolamento de automóveis teriam faixas preferenciais para os idosos condutores, porem, seria uma cidade onde os transportes coletivos, fossem destinados e adaptados ao usuário preferencial, ônibus, vans, metrôs, trens, e até mesmo taxis,  teriam subsídios ao comprarem combustíveis com os passes de transporte de gerontes. Mobilidade!
Ciclovias e pistas de caminhadas com bicicletas para locação, e estimulo a seu uso, a economia em saúde compensa qualquer investimento em atividade física, nutricional e em saúde mental!
Alguns estudos, afirmam que para cada unidade monetária, aplicada tem–se doze de economia em utilização dos serviços de saúde, podendo chegar a cinquenta dependendo do nível de excelência aplicada. Economia!
A cidade ideal dos idosos, teria uma real política de saúde, direcionada ao envelhecimento saudável do cidadão com gestores técnicos, capacitados e comprometidos apenas com suas metas de realização meritórias, e não com os apadrinhamentos viciados em conchavos impublicáveis de marionetes medíocres, que se submetem em troca dos caraminguás, que aplacam seus escassos ideais! Ops!!!
Na cidade ideal dos mais velhos teríamos um hipertrofiado sistema de Assistência Social, com frequência quase que diária, as residências do gerontes dependentes, para supervisionar medicamentos, higiene e alimentação, em uma “Condicional” para que ele pudesse se manter independente e ao mesmo tempo amparado. Quando cessasse esta condição se albergaria o individuo.
Medicamentos, materiais de uso continuo como fraldas, absorventes, a atenção primária saúde, enfermagem, fisioterapia, odontologia, nutrição, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, em ombros para se tentar evitar a doença e quando ela viesse, fosse precocemente detectada e controlada. Prevenção!
Teríamos em cada setor da cidade um núcleo/albergue, setorizado humanizado e mantido pelo poder publico, onde se atenderiam aos doentes e se alojariam os dependentes, em sistema continuo ou de “day use”, como se faz nas creches infantis. Com centros comunitários agregados para desenvolverem atividades para os geronte hígidos, que muitas vezes podem e devem ser voluntários, nos cuidados e amparo dos desprovidos, tais centros podem estar ligados ao  ensino, que os utilizariam como campo de pratica e vivenciamento  de seus estudantes.  Interdisciplina! Simples assim!
Seria uma cidade segura e justa para com seus moradores, evitando os impostos em cascata a quem tanto já contribuiu com seu crescimento, logo, se já paguei um imposto para receber segurança publica, saneamento... Não preciso contratar esse mesmo serviço novamente. A idade fragiliza, e para o frágil a segurança é fundamental! Proteção!
Como uma cidade programada para terceira idade teríamos centros de excelência em áreas afins ao envelhecimento, como geriatria, neurologia, neurociencias, próteses ortopédicas.... Enfim um enorme núcleo de desenvolvimento humano voltado para longevidade com qualidade de vida! Geradora!!!
A cidade ideal do idoso teria um parlatório do velho, em uma casa política das já existentes, e semi-ociosas, para não se gastar dinheiro com mais obras, onde os idosos registrariam suas ideias, repassando para comunidade a experiência armazenada e muitas vezes sub utilizada!  Utilidade Social!
Teriam muitos cafezinhos, de encontro, para se discutir façanhas, bailes vespertinos com conjuntos ou até mesmo orquestras, para os dançarinos se mostrarem, cinemas, teatros e shows, com uma atividade cultural ativa. Laser!
Boas praças para se efetuar novas cortes e se perpetuarem as antigas.
Bons restaurantes com boas sopas e comidas leves no cardápio.
Acessibilidade como regra e não como favor, respeito por principio e não por imposição! Estilo!
Informática sim com cursos e oficinas para vencer a desconfiança, porem jornais, livros e revistas com letras maiores.
Gentileza, educação e preferência, como limite, em todos os setores.
Uma previdência complementar ao idoso que se fixasse nesta cidade, como um bônus pela escolha! Antecipação!
A cidade ideal em nosso pais, ou em Portugal, teria um Mensalão de proventos, advindos de Precatórios devidos ao povo, que qualquer hora destas, irromperá como uma Cachoeira em  busca do que lhe é de direito!
Mas e os recursos para uma cidade como esta? De onde tirar? Do parágrafo anterior! 


JMS

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