João Mariano
Sepúlveda
Cardiogeriatra
www.medicareclinica.com.br
@No_formol
Vinculado a nosso site, nosso blog vem dar acesso a
temas geriátricos, preventivos, e situações afins, neste texto demos vazão a um
delírio imaginativo contextualizado, de como seria...
A cidade ideal do idoso
Recentemente fui instado ao exercer uma consultoria
a pensar como seria o local ideal para os gerontes habitarem.
A pergunta era sob uma ótica geriátrica qual seria a
cidade dos sonhos dos idosos? Que
transponho alem do trabalho!
Teria de ter muita luminosidade, ser ensolarada,
para os manter aquecidos, fixando a vitamina D em seus ossos, porem arborizada
e ventilada para proteger suas frágeis peles dos raios UVB, evitando o câncer! Entre Trópicos!
Seria em uma área onde a poluição não fosse tão
dramática, como nos grandes centros, teria os recursos tecnológicos de uma
grande cidade sem perder o intimismo das pequenas.
Seria muito plana sem grandes aclives e declives e
teria calçadas, que seriam largas, consecutivas e liberadas para os pedestres,
com iluminação noturna adequada, sinalizada de maneira nítida, sem ser confusa,
com recalques sonoros e visuais em todos seus cruzamentos.
A luz e o som do sinal fechado por exemplo. Redundância positiva!
Seria limpa, bonita, livre de poluições visuais e
sonoras, em ritmo minimalista, economizando o planeta, consumindo o
estritamente necessário, o que realmente fosse ser utilizado. Ecológica!
Parques, orlas ou bosques seriam adequados para
utilização regular dos mais velhos, com projetos de meditação, ioga e tai chi
chuam, dança, entre outros.
As
pistas de rolamento de automóveis teriam faixas preferenciais para os idosos
condutores, porem, seria uma cidade onde os transportes coletivos, fossem
destinados e adaptados ao usuário preferencial, ônibus, vans, metrôs, trens, e
até mesmo taxis, teriam subsídios ao comprarem
combustíveis com os passes de transporte de gerontes. Mobilidade!
Ciclovias e pistas de caminhadas com bicicletas para
locação, e estimulo a seu uso, a economia em saúde compensa qualquer
investimento em atividade física, nutricional e em saúde mental!
Alguns estudos, afirmam que para cada unidade
monetária, aplicada tem–se doze de economia em utilização dos serviços de
saúde, podendo chegar a cinquenta dependendo do nível de excelência aplicada. Economia!
A
cidade ideal dos idosos, teria uma real política de saúde, direcionada ao envelhecimento
saudável do cidadão com gestores técnicos, capacitados e comprometidos apenas
com suas metas de realização meritórias, e não com os apadrinhamentos viciados
em conchavos impublicáveis de marionetes medíocres, que se submetem em troca
dos caraminguás, que aplacam seus escassos ideais! Ops!!!
Na cidade ideal dos mais velhos teríamos um
hipertrofiado sistema de Assistência Social, com frequência quase que diária,
as residências do gerontes dependentes, para supervisionar medicamentos, higiene
e alimentação, em uma “Condicional”
para que ele pudesse se manter independente e ao mesmo tempo amparado. Quando
cessasse esta condição se albergaria o individuo.
Medicamentos, materiais de uso continuo como
fraldas, absorventes, a atenção primária saúde, enfermagem, fisioterapia,
odontologia, nutrição, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, em ombros
para se tentar evitar a doença e quando ela viesse, fosse precocemente
detectada e controlada. Prevenção!
Teríamos em cada setor da cidade um núcleo/albergue,
setorizado humanizado e mantido pelo poder publico, onde se atenderiam aos
doentes e se alojariam os dependentes, em sistema continuo ou de “day use”,
como se faz nas creches infantis. Com centros comunitários agregados para
desenvolverem atividades para os geronte hígidos, que muitas vezes podem e
devem ser voluntários, nos cuidados e amparo dos desprovidos, tais centros
podem estar ligados ao ensino, que os
utilizariam como campo de pratica e vivenciamento de seus estudantes. Interdisciplina!
Simples assim!
Seria uma cidade segura e justa para com seus
moradores, evitando os impostos em cascata a quem tanto já contribuiu com seu
crescimento, logo, se já paguei um imposto para receber segurança publica,
saneamento... Não preciso contratar esse mesmo serviço novamente. A idade
fragiliza, e para o frágil a segurança é fundamental! Proteção!
Como uma cidade programada para terceira idade
teríamos centros de excelência em áreas afins ao envelhecimento, como
geriatria, neurologia, neurociencias, próteses ortopédicas.... Enfim um enorme
núcleo de desenvolvimento humano voltado para longevidade com qualidade de
vida! Geradora!!!
A cidade ideal do idoso teria um parlatório do
velho, em uma casa política das já existentes, e semi-ociosas, para não se
gastar dinheiro com mais obras, onde os idosos registrariam suas ideias, repassando
para comunidade a experiência armazenada e muitas vezes sub utilizada! Utilidade
Social!
Teriam muitos cafezinhos, de encontro, para se
discutir façanhas, bailes vespertinos com conjuntos ou até mesmo orquestras,
para os dançarinos se mostrarem, cinemas, teatros e shows, com uma atividade
cultural ativa. Laser!
Boas praças para se efetuar novas cortes e se
perpetuarem as antigas.
Bons restaurantes com boas sopas e comidas leves no
cardápio.
Acessibilidade como regra e não como favor, respeito
por principio e não por imposição! Estilo!
Informática sim com cursos e oficinas para vencer a
desconfiança, porem jornais, livros e revistas com letras maiores.
Gentileza, educação e preferência, como limite, em
todos os setores.
Uma previdência complementar ao idoso que se fixasse
nesta cidade, como um bônus pela escolha! Antecipação!
A cidade ideal em nosso pais, ou em Portugal, teria
um Mensalão de proventos, advindos de Precatórios devidos ao povo, que qualquer
hora destas, irromperá como uma Cachoeira em
busca do que lhe é de direito!
Mas
e os recursos para uma cidade como esta? De onde tirar? Do parágrafo anterior!
JMS
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