sexta-feira, 13 de julho de 2012


A mágica da eternidade



Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br


Freqüentemente estamos a pensar sobre longevidade, eternidade, fontes de eterna jovialidade, quem de nós não se flagrou ao menos uma vez na vida a devanear sobre este tema? Quem não se imaginou a transcender tão terrena questão? Como fazer para viver muito e bem e qual o jeito de se viver para sempre? Observando aos que vivem um vida longa, profícua, frutífera e intensa, não necessariamente todas juntas, listei aquilo que parece ser comum.
Para se viver bem é preciso ter a auto estima desenvolvida, para saber se inserir de forma incisiva na sociedade, sem esperar desta o reconhecimento que virá no tempo e de forma natural.
Para se viver bem é preciso ter liderança, não só para guiar aos seus como também para abrir caminhos ao próximo, aqui gostaria de exemplificar com a imagem de uma camponesa cansada que leva a prole em busca da água, elemento vital de sua sobrevivência, tão instintiva quanto instigante atitude.
Para se viver bem é preciso ter equilíbrio que conduz a serenidade, precioso sentimento que nos leva a aceitar a vida como ela é sabendo que dias de sol, precedem dias frios ou de chuvas, mas devem ser vividos com atitude pró ativa nunca com passividade.
Para se viver bem é preciso ter sabedoria, ser sábio sem soberba, pois esta anula o efeito do conhecimento, saber sem transmitir tem o mesmo efeito do desconhecer. Movimento nulo! Embora admita que para alguns seja mais difícil transmitir.
Para se viver bem é preciso ter humildade, ser naturalmente humilde como só os muito certos de seus predicados podem, sem descambar para o ridículo da teatral subserviência, que anula tão nobre sentimento.
Para se viver bem é preciso ter racionalidade, desenvolver a razão, equaciona quase a totalidade dos problemas que se apresentam no dia a dia, ver a pedra do caminho apenas como um obstáculo a ser superado e não como um marcador do fim do caminho!
Para se viver bem é preciso ter emoção, para enxergar o subtexto poético inserido no mosaico das relações, sejam interpessoais, com a natureza, ou introspectas, sem um envolvimento permissivo não conseguimos dar vazão aos turbilhões que nosso emocional gesta, gerando um represamento que um dia poderá romper nossos diques protetores.
Para se viver bem é preciso ter capacidade de amar, exercer o amor como um compromisso de vida, fazendo do próximo objeto de tua atenção. Envolver neste amor também a natureza, pois ela é per si causa e efeito. Muita atenção também ao amor recebido, pois, citando o poeta “ só porque não é da forma que gostarias, não significa que não seja com todo o meu ser”.
Para se viver bem é preciso ter capacidade de perdoar, incondicional e permanentemente, novamente cito o poeta, “sempre haverá quem te magoa, assim, o que tens a fazer é seguir confiando, e somente ser mais cuidadoso com quem confias duas vezes”. Confiar novamente é exercitar o perdão.
Para se viver bem é preciso ter utilidade social, quanto mais inserido em seu contexto social, quanto mais referenciado pelos seus, mais motivação e maior a busca de aperfeiçoamento, tanto profissional, quanto pessoal. O descarte social talvez seja um dos principais agentes precipitadores de doença em indivíduos com um pouco mais de experiência.
Para se viver bem é preciso ter fé, na vida principalmente nos homens, não desistir de crer na capacidade do próximo, ser um incorrigível otimista, não dizendo se eu fizer, mas quando eu fizer, não pensando quando eu morrer, mas se eu morrer.  Fé em tudo que reduzir seus medos, suas ansiedades, sem limites ou restrições, creia! Creia nos efeitos das boas ações, na onda sísmica e sinérgica, desencadeada pelo bom gesto que circulará o planeta e te retornará no mínimo em bons fluidos, quiçá em benesses, mas, pratique sem o interesse subalterno do retorno. Mas creia.
Para se viver bem é preciso ter a sua própria lista de preceitos para se viver bem aditando todas as novas e originais sacadas que conseguires agregar a ela, sem o pudor do plágio e às vezes até mesmo não segui-la?! Somando todas as propostas e tomando um rumo é bem provável que se viva melhor.
Para se viver mais, alem de tudo isso é preciso ter muita saúde, sorte se traçar um caminho linear, suporte de uma boa e sólida família, alguns, poucos, porém bons amigos.
Para viver para sempre é preciso deixar um legado, mesmo que só um exemplo que deixemos para os nossos, do qual eles possam se orgulhar ou citar num simples causo com satisfação, uma obra, um feito ímpar, um ato de coragem, de carinho, seremos imortais, pois tudo que se exemplifica se perpetua. Logo uma vida que possa deter as práticas citadas, por si só já será eterna, naturalmente eterna.
Praticar a crença de lendas e das coisas puras também ajuda crer em Papai Noel, em bruxas e no saci pererê, mas antes de tudo estar ciente de sua impermanencia para que possas ter cada dia com a qualidade do primeiro e do ultimo, ninguém tem contrato de permanência eterna, portanto viva hoje com a experiência de ontem e a possibilidade do amanhã, faça bem, o Bem.

JMS
     

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