A mágica da eternidade
Dr. João Mariano Sepúlveda
Cárdio Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
Freqüentemente estamos a pensar sobre
longevidade, eternidade, fontes de eterna jovialidade, quem de nós não se
flagrou ao menos uma vez na vida a devanear sobre este tema? Quem não se
imaginou a transcender tão terrena questão? Como fazer para viver muito e bem e
qual o jeito de se viver para sempre? Observando aos que vivem um vida longa,
profícua, frutífera e intensa, não necessariamente todas juntas, listei aquilo
que parece ser comum.
Para se viver bem é preciso ter a auto estima desenvolvida,
para saber se inserir de forma incisiva na sociedade, sem esperar desta o reconhecimento
que virá no tempo e de forma natural.
Para se viver bem é preciso ter liderança, não
só para guiar aos seus como também para abrir caminhos ao próximo, aqui
gostaria de exemplificar com a imagem de uma camponesa cansada que leva a prole
em busca da água, elemento vital de sua sobrevivência, tão instintiva quanto
instigante atitude.
Para se viver bem é preciso ter equilíbrio que
conduz a serenidade, precioso sentimento que nos leva a aceitar a vida como ela
é sabendo que dias de sol, precedem dias frios ou de chuvas, mas devem ser
vividos com atitude pró ativa nunca com passividade.
Para se viver bem é preciso ter sabedoria, ser
sábio sem soberba, pois esta anula o efeito do conhecimento, saber sem
transmitir tem o mesmo efeito do desconhecer. Movimento nulo! Embora admita que
para alguns seja mais difícil transmitir.
Para se viver bem é preciso ter humildade, ser
naturalmente humilde como só os muito certos de seus predicados podem, sem descambar
para o ridículo da teatral subserviência, que anula tão nobre sentimento.
Para se viver bem é preciso ter racionalidade,
desenvolver a razão, equaciona quase a totalidade dos problemas que se
apresentam no dia a dia, ver a pedra do caminho apenas como um obstáculo a ser
superado e não como um marcador do fim do caminho!
Para se viver bem é preciso ter emoção, para
enxergar o subtexto poético inserido no mosaico das relações, sejam
interpessoais, com a natureza, ou introspectas, sem um envolvimento permissivo
não conseguimos dar vazão aos turbilhões que nosso emocional gesta, gerando um
represamento que um dia poderá romper nossos diques protetores.
Para se viver bem é preciso ter capacidade de
amar, exercer o amor como um compromisso de vida, fazendo do próximo objeto de
tua atenção. Envolver neste amor também a natureza, pois ela é per si causa e efeito.
Muita atenção também ao amor recebido, pois, citando o poeta “ só porque não é
da forma que gostarias, não significa que não seja com todo o meu ser”.
Para se viver bem é preciso ter capacidade de
perdoar, incondicional e permanentemente, novamente cito o poeta, “sempre haverá
quem te magoa, assim, o que tens a fazer é seguir confiando, e somente ser mais
cuidadoso com quem confias duas vezes”. Confiar novamente é exercitar o perdão.
Para se viver bem é preciso ter utilidade
social, quanto mais inserido em seu contexto social, quanto mais referenciado
pelos seus, mais motivação e maior a busca de aperfeiçoamento, tanto profissional,
quanto pessoal. O descarte social talvez seja um dos principais agentes
precipitadores de doença em indivíduos com um pouco mais de experiência.
Para se viver bem é preciso ter fé, na vida
principalmente nos homens, não desistir de crer na capacidade do próximo, ser
um incorrigível otimista, não dizendo se eu fizer, mas quando eu fizer, não
pensando quando eu morrer, mas se eu morrer.
Fé em tudo que reduzir seus medos, suas ansiedades, sem limites ou
restrições, creia! Creia nos efeitos das boas ações, na onda sísmica e
sinérgica, desencadeada pelo bom gesto que circulará o planeta e te retornará
no mínimo em bons fluidos, quiçá em benesses, mas, pratique sem o interesse
subalterno do retorno. Mas creia.
Para se viver bem é preciso ter a sua própria
lista de preceitos para se viver bem aditando todas as novas e originais
sacadas que conseguires agregar a ela, sem o pudor do plágio e às vezes até
mesmo não segui-la?! Somando todas as propostas e tomando um rumo é bem
provável que se viva melhor.
Para se viver mais, alem de tudo isso é preciso
ter muita saúde, sorte se traçar um caminho linear, suporte de uma boa e sólida
família, alguns, poucos, porém bons amigos.
Para viver para sempre é preciso deixar um
legado, mesmo que só um exemplo que deixemos para os nossos, do qual eles
possam se orgulhar ou citar num simples causo com satisfação, uma obra, um
feito ímpar, um ato de coragem, de carinho, seremos imortais, pois tudo que se
exemplifica se perpetua. Logo uma vida que possa deter as práticas citadas, por
si só já será eterna, naturalmente eterna.
Praticar a crença de lendas e das coisas puras
também ajuda crer em Papai Noel ,
em bruxas e no saci pererê, mas antes de tudo estar ciente de sua impermanencia
para que possas ter cada dia com a qualidade do primeiro e do ultimo, ninguém
tem contrato de permanência eterna, portanto viva hoje com a experiência de
ontem e a possibilidade do amanhã, faça bem, o Bem.
JMS

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