Cardio - Geriatra
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Enfoque Preventivo
Quem é o responsável pelas atitudes
preventivas em saúde?
Estamos frente a uma tarefa tão
hercúlea, quanto inglória no que se refere a prevenção em saúde!
Parece não ser mais suficiente tentarmos
alterar o estilo de vida apenas de adultos, necessitamos intervir maciçamente
nas consciências dos pais, mostrando a eles o mal que fazem aos seus descendentes,
os responsabilizando, pela omissão e negligencia, quanto aos termos de
prevenção em saúde infantil.
Cobrar, impor, fere a liberdade, não
é de nossa conta, o individuo tem o direito de seguir e viver do jeito que bem
quiser....!? Intervenção demais na vida do cidadão!?
Pensava desta forma, porem, vejamos
se não é de nossa conta.
Um individuo que fuma, por 30 a 40
anos seguidos, sabe de antemão os riscos cardiológicos, metabólicos e
oncológicos ao qual estará sujeito, decorridos determinado espaço de tempo, porque constam em cada maço de cigarros as consequências!
O faz em nome de sua liberdade, muito justo, porem terá um custo social, de saúde
publica etc.
Estatisticamente usará mais os serviços
de saúde, seja por qualquer intercorrência, que o tabaco ajude a formar ou agravar, tipo enfisema, cânceres
diversos, cardiopatias, pneumopatias, neuropatias, doenças limitantes. Seja o
serviço social, pois limitado, terá dificuldades de se locomover, e necessitará
de cuidadores que em tese deverão ser custeados pelo SUS....
O problema de liberdade individual,
torna-se um caso de interesse coletivo e de alto custo, baseado em uma livre e
evitável escolha, a de fumar.
Portanto não deveria ser nenhum
absurdo, que um tabagista, tivesse sua contribuição previdenciária recalculada
ou perdesse o direito a auxilio as patologias referentes a seu ato de
liberdade, assim como fazem as seguradoras quando visualizam riscos aumentados
a seus segurados.
Raciocínio similar para o usuário de
drogas, praticantes sexuais promíscuos, e os
que coloquem em xeque a sua saúde e a de outros.
Matéria análoga, tentar alterar alimentação
consolidada em adultos e idosos, é tarefa penosa.
Instituir em crianças de tenra idade
alimentações salutares, deveria ser missão de responsáveis.
Lares de pais obesos, geram com
maior frequência, crianças e jovens obesos, que pode acarretar doenças como
hipertensão e diabetes, entre outras, a
opção pelo alimento que se leva para casa é feita pelos pais.
Uma mãe, orientada em segmentos pré
natais, que dá a seus filhos em idades
tenras, sem nenhuma capacidade de discernimento, rotineiramente, alimentos nocivos, embutidos,
biscoitos recheados, ricos em sal e conservantes, por sua incapacidade de educar e ser
tutora, deveria, passar por cursos e seções de reeducação até
estar plenamente apta a orientar a base alimentar de seus filhos. Reincidindo,
sofrer punição pecuniária, para cobrir os custos futuros de decisões de cunho
individual, que se tornarão de interesse coletivo como demonstramos.
Entendo que famílias de menor poder
aquisitivo, tenham de se valer de produtos de menor valor agregado, como
massas, farinhas, biscoitos, etc, mas que não devam ser alijadas da prevenção!
O poder publico pode e deve influir
usando os impostos como fator indutor.
A renuncia fiscal, e subsídios, para
alimentos sabidamente salutares, como frutas, verduras, legumes, cereais, derivados
lácteos, naturais, sem açucares e conservantes, pescados etc, Sobretaxando os alimentos nocivos, embutidos, com conservantes, biscoitos
recheados, refrigerantes, salgadinhos etc, o que de pronto, estimula e inibe,
dando um norte ao consumo mais adequando, aos menos afortunados. Investimento
com retorno garantido em custos de saúde publica.
A recuperação e estimulação de atividades
físicas nas escolas, para prevenir o sedentarismo infantil.
Campanhas maciças e impactantes de
informação e educação em saúde, investimentos e principalmente
responsabilização, um pai que deveria saber que é proibido um menor de idade
ingerir bebidas alcoólicas e mesmo assim o permite, deveria ter a guarda
questionada, punição pecuniária, e ser obrigado a frequentar durante um período
as seções dos Alcoólicos Anônimos!
Mercados direcionados para o bem
coletivo. Se o macarrão instantâneo é uma realidade, que ele seja de extrema
qualidade, nutritivo e com limites mínimos de sal, conservantes, e regiamente
supervisionados.
Nesses dias de consumo exagerado e
descontrole alimentares pensem nisso. Lembrando que o que você faz com seus hábitos, alimentos e com aqueles de sua responsabilidade,
interfere na saúde e a saúde finda sendo assunto de contas coletivas.
Liberto e voluntarioso, quando pensares “ninguem tem nada haver com
isso...” minha resposta é, será mesmo?
JMS
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