sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Segunda opinião

Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra
@no_formol
www.medicareclinica.com.br


Segunda opinião
Todo paciente e de sobremaneira os mais velhos tem direito e devem exercê-lo, de ouvir uma segunda opinião e ou se for o caso submeter-se a uma junta médica, quando frente a um problema grave, de difícil diagnóstico, ou quando o diagnóstico recebido for como uma sentença, sobre uma doença incurável. Em nosso serviço todas as vezes que informamos a uma família que seu ente querido está acometido de Alzheimer, por exemplo, ato contínuo, sugiro uma segunda opinião a família, para confirmação sobre o diagnóstico, sem decretar uma alteração em diversas vidas envolvidas, em um ato absolutamente solitário e individual.
Muitos pacientes tem em mente uma idéia arcaica, que quando buscam uma outra opinião, estão faltando com lealdade para com seu medico. Como uma quebra de confiança! Ledo engano!
O profissional que se empenha em curar, deve deixar a vaidade de lado a achar ótimo a confirmação e a sedimentação de seu diagnóstico, o que fatalmente ocorrerá, na maioria dos casos, e se assim não for o colega deve repensar sobre sua profissão, ou sobre quem está emitindo a segunda opinião.Caso não se confirme seu diagnóstico, mesmo assim deve ficar satisfeito pois seu paciente encontrou por outros meios a solução que buscava e este é sempre o objetivo do bom profissional!
Algumas vezes para se afirmar, um colega com fraqueza na formação tanto profissional, quanto  do caráter, pode fazer como  faziam em certas ocasiões, quando trocavam o nome comercial do produto prescrito, passando a mesma substância. Falsear a segunda opinião, mas isto deve ser exceção a regra! Hoje com pacientes melhor informados esta situação, é menos freqüente. A maioria dos pacientes pune o mal caráter, como deve ser.
Mas no mundo ideal o recurso de se pedir parecer, protege o paciente o médico, alem de   investi-los de uma grandiosa estatura humana.
Duvidar de um diagnóstico, discutir argumentar, divergir faz parte da formação do profissional da medicina. Estudar casos clínicos é praxe durante o curso de medicina! Como um concurso no qual, um tenta, através de argumentação científica, convencer ao outro que sua hipótese diagnóstica é mais plausível que o de seu contendor, no mais alto nível ético, e sempre com objetivo de encontrar o rumo para seu paciente.
Dizer ao paciente que ele está com um câncer, e que só tem alguns determinados dias de vida, alem de ser muito duro é uma responsabilidade que deve sempre ser compartida, sem nenhum demérito para quem solicitou a opinião.
Humildade é uma qualidade para ser exercida, onde o próximo é sempre o beneficiário, portanto receber um parecer de um colega deve ser motivo de redobrada importância, principalmente de nosso objeto de estudo e motivo de dedicação diária, o paciente.
Entretanto o embasamento pelo exame clínico criterioso, exames complementares adequados e fartos para esgotar todas as possibilidades diagnósticas sem deixar margem as dúvidas quando possível, ou através de teste terapêutico, como no caso da doença de Parkinson, onde com um único comprimido se testa  a melhora sintomatológica, ficando evidente a presença, ou não da doença, o beneficio é sempre para o nosso usuário!
Portanto a próxima vez que seu médico, solicitar um parecer, uma segunda opinião vá logo fazer e retorne para que ele conclua seu diagnóstico, e dê segmento ao seu tratamento com maior segurança e tranqüilidade!  

JMS 

Nenhum comentário:

Postar um comentário