Cardio - Geriatra
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SÍNDROME DE FRAGILIDADE
SARCOPENIA
A geriatria se depara com a nominação e a pesquisa
da antiga síndrome de senectude, em gerontes acima dos 65 anos que cursa com a
perda involuntária de peso, cansaço desproporcional ao esforço desprendido,
redução da velocidade de marcha, redução do nível de vigor físico, com perda de
força muscular, e diminuição da atividade mental!
Ao conjunto de ao menos três sinais elencados dá-se
o nome do título deste artigo! Pode-se chamá-la
também de SARCOPENIA!
Resumindo, define-se como uma diminuição da reserva
funcional, com severos prejuízos na capacidade adaptativa, dificultando o
organismo a manter seu equilíbrio em situações de estresse, resultante do
declínio cumulativo de múltiplos sistemas, que causam aumento da vulnerabilidade
para eventos adversos!
Ainda não é consenso mas quando esse quadro surge
sem características de outras patologias, tem-se agrupado nesta classificação!
Torna-se muito mais comum após os 75 anos de idade!
Incide em aproximadamente 17 % desta população!
Principalmente nos tabagistas, obesos ou com baixo
peso, e nos depressivos, sobretudo em pacientes de baixo nível socioeconômico!
Algumas patologias parecem levar a uma maior
incidência de fragilidade, a saber, infarto, AVC- acidente vascular cerebral,
DPOC- doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, hipertensão, e artrose!
Quadro da alta complexidade que parece ocorrer da
interação de distúrbios de inervação, redução hormonal, aumento de mediadores
inflamatórios, citocinas inflamatórias, marcadores da coagulação, e alterações
alimentares da ingesta protéico-calorica.
Pode cursar com a existência de osteoporose,
insuficiências hormonais diversas,
síndrome metabólica, e levam a uma significativa perda de massa muscular,
e a um sintoma básico e angustiante para o geronte que é uma fraqueza
inexplicável, que o deixa “encabulado”, como afirmam os mais antigos. Confunde-se
em fase inicial como uma preguiça exagerada!
Preocupa a incidência de quedas, que se exacerbam
nos grupos que sofrem da síndrome de fragilidade, levando a uma precoce perda
de autonomia, o que é terrível para o geronte lúcido!
Existem em andamento dois importantes estudos sobre
esta síndrome, um no Johns Hopkins Hospital, nos Estados Unidos, e um de âmbito
nacional no Brasil, abrangendo as cidades de Campinas, Ribeirão Preto, Belo
Horizonte e Rio de Janeiro, cada um focado em um dos aspectos da doença! O que
é altamente estimulante para quem gosta e precisa da pesquisa médica, como a geriatria!
A grande discussão sobre esse quadro é se seria
piorado por interações medicamentosas, ou se seria um doença mitocondrial
tardia levando a um tipo senil da síndrome de fadiga crônica?!? Ou ainda uma
falência hormonal global?
O idoso tem perda de paladar,
se alimenta menos, reduzindo seu gasto energético, perde massa muscular,
perdendo peso, reduzindo sua força, cansando fácil, reduz a velocidade de
marcha, diminui atividade física, gasta menos energia, portanto se alimenta
menos fechando o ciclo vicioso da fragilização!
A observação detalhada do idoso pode levar a uma
antecipação de diagnóstico, reconhecendo o pré-frágil, aqueles que apresentam
os primeiros sinais de comprometimento da síndrome.
Como em todos os casos médicos a antecipação do
diagnóstico, pode ser vital na obtenção do sucesso terapêutico, por ser
progressiva e insidiosa e de lenta evolução algumas vezes pode passar para
fazes mais avançadas sem que se perceba!
O tratamento cursa com uma dieta supervisionada, com
maior aporte protéico em todos os idosos,
alem de uma programação de atividade física apropriada, a reposição da
testosterona em homens, parece eficaz e a do hormônio do crescimento quando possível
deve ser avaliada!
Fisioterapia e terapia ocupacional sistemáticas
parecem ser de enorme valor no sentido da reabilitação precoce, suporte
psicológico, social e familiar, no desenvolvimento da doença e avaliação global
do idoso de forma sistemática na prevenção!
JMS

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