segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CONTATOS IMEDIATOS

Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br


Velhos tempos onde o paciente para falar com seu medico, aguardava ansioso redigindo relatórios e fatos para serem lembrados no momento de sua consulta, ou redigia cartas e as enviava, aguardando, semanas ou meses pelas respostas, quando estas vinham.
A evolução das mídias sociais trouxe consigo uma agilidade e respostas quase que instantâneas as agruras daqueles que necessitam.
O telefone já era agente facilitador, tinha uma febre ligava, com a celebre frase, “sem querer incomodar...”
O celular trouxe a pessoalidade a chamada, tanto do buscador quanto do buscado.
O GPS hoje dá até mesmo a localização do profissional, os Whatsapp, Instagran, Facebook, tornaram os profissionais, figuras fáceis e acessíveis, a seus usuários além de servirem, como forte instrumento divulgador de profissionais e profissões.
Uma analise mais critica mostram lados positivos e negativos desse momento, muita segurança e presteza, o contato que ocorre aos primeiros sinais de uma doença gera proteção de sintomas, porem pode mascarar síndromes que cursariam com febrículas, dores articulares, diarreias, desidratação..., quando intervimos atrapalhamos a evolução natural de algumas doenças, dificultando seu diagnostico. Ficaremos no campo apenas da suposição em certos casos.
Diametralmente opostas doenças graves, como um AVC, que no inicio surge sorrateiro, com cefaleias, desvios de comissura labial, boca torta, e dormências em um dos membros superiores ou inferiores, ou um infarto atípico com dores irradiadas para as costas, ou para  mandíbula, quando valorizadas no momento certo podem ser salvadores. 
Os contatos de orientação sempre são validos, embora as vezes haja alguma impertinência, via de regra os usuários procuram preservar o profissional. Muitas vezes deixam de contactar para não incomodar.
Algumas vezes a mídia serve até mesmo para se chegar a um diagnostico presuntivo, por exemplo, uma antiga paciente do interior, portadora de erisipela de repetição, ao inicio as filhas fotografam e mostram que já vai se instalar mais uma vez o processo, ato continuo iniciar antibióticos, mesmo antes de chegar a consulta.
Eletrocardiogramas, realizados nas unidades que não dispõe de cardiologistas, enviados para serem laudados, e imediatamente informado ao medico assistente local se há algo de grave ou não com aquele coração!
Cirurgias remotas realizadas por robôs, já são fato em muitos grandes centros. Procedimentos de altíssima complexidade, onde existem poucos profissionais habilitados a fazer e que possam ser realizadas via maquinas operadas a distancia já tem sido realizadas com imenso sucesso.
Super especialidades remotas.
Discussões em tempo real em contatos virtuais já fazem parte da rotina propedêutica e terapêutica.
Conhecimento disponibilizado.
Relatos antecipados, por exemplo, vai amanha ao profissional, no dia anterior responde a um longo questionário fornecido, direcionando a historia clinica e chegando no prontuário por email.
Campo fértil de mídias comerciais, muita atenção com os modismos e milacrias, curas de validades duvidosas, verdades findas, que engessam o dinâmico curso do conhecimento.  
Infere-se que dentro de algum tempo, o dispositivo que usamos para comunicação, envio de dados se tornará um grande aliado diagnóstico e terapêutico.
Hoje já é possível se medir a glicemia e acidose, o gasto calórico, entre outros atributos.
Um dispositivo acoplado ao celular apto a receber uma fita com uma gota de sangue fornece em segundos sua glicemia.
Parâmetros alcançados e reproduzidos, logo, qualquer taxa poderá ser medida.
Instalado um dispositivo se aufere a pressão arterial, o pulso, e até registra-se um ECG ou um Holter de 24 hs.
Esse registro acoplado à atividade física pode reproduzir uma avaliação ergométrica!
Em breve você fará essa avaliação semanal e a disporá a seu médico em tempo real.
Breve chegará o dia, em que  passaremos o  i phonne sobre uma parte do corpo, como um scanner, e ele produzirá imagens em 3d, e as enviará à um banco de dados,  que por comparação fará uma suposição diagnóstica, seja por ultrassom, ressonância, cintilografia ou matérias mistas.
Enfim chegaremos ainda na primeira metade deste século ao tão almejado curativo, ou reparo genético, onde o mesmo sistema de leitura de uma gota de sangue, enviará informações a um laboratório, que analisará, e produzirá a partir daí um agente de reparo ao dano vigente sanando a doença em fases muito inicial.
Portanto em termos de comunicação médico/medicina com pacientes estamos apenas engatinhando e sugiro aos profissionais da área que fiquem muito atentos para não perderem essa nova nave que passa rápido, muito rápido.

JMS

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