Dr João Mariano Sepúlveda
Cardio - Geriatra - Ortomolecular
@no_formol
www.medicareclinica.com.br
Velhos tempos onde o paciente para
falar com seu medico, aguardava ansioso redigindo relatórios e fatos para serem
lembrados no momento de sua consulta, ou redigia cartas e as enviava, aguardando,
semanas ou meses pelas respostas, quando estas vinham.
A evolução das mídias sociais trouxe
consigo uma agilidade e respostas quase que instantâneas as agruras daqueles
que necessitam.
O telefone já era agente
facilitador, tinha uma febre ligava, com a celebre frase, “sem querer incomodar...”
O celular trouxe a pessoalidade a
chamada, tanto do buscador quanto do buscado.
O GPS hoje dá até mesmo a localização
do profissional, os Whatsapp, Instagran,
Facebook, tornaram os profissionais, figuras fáceis e acessíveis, a seus
usuários além de servirem, como forte instrumento divulgador de profissionais e
profissões.
Uma analise mais critica mostram
lados positivos e negativos desse momento, muita segurança e presteza, o
contato que ocorre aos primeiros sinais de uma doença gera proteção de
sintomas, porem pode mascarar síndromes que cursariam com febrículas, dores
articulares, diarreias, desidratação..., quando intervimos atrapalhamos a evolução
natural de algumas doenças, dificultando seu diagnostico. Ficaremos no campo
apenas da suposição em certos casos.
Diametralmente opostas doenças
graves, como um AVC, que no inicio surge sorrateiro, com cefaleias, desvios de
comissura labial, boca torta, e dormências em um dos membros superiores ou
inferiores, ou um infarto atípico com dores irradiadas para as costas, ou para mandíbula, quando valorizadas no momento
certo podem ser salvadores.
Os contatos de orientação sempre são
validos, embora as vezes haja alguma impertinência, via de regra os usuários
procuram preservar o profissional. Muitas vezes deixam de contactar para não
incomodar.
Algumas vezes a mídia serve até
mesmo para se chegar a um diagnostico presuntivo, por exemplo, uma antiga
paciente do interior, portadora de erisipela de repetição, ao inicio as filhas
fotografam e mostram que já vai se instalar mais uma vez o processo, ato
continuo iniciar antibióticos, mesmo antes de chegar a consulta.
Eletrocardiogramas, realizados nas
unidades que não dispõe de cardiologistas, enviados para serem laudados, e
imediatamente informado ao medico assistente local se há algo de grave ou não
com aquele coração!
Cirurgias remotas realizadas por
robôs, já são fato em muitos grandes centros. Procedimentos de altíssima
complexidade, onde existem poucos profissionais habilitados a fazer e que
possam ser realizadas via maquinas operadas a distancia já tem sido realizadas
com imenso sucesso.
Super
especialidades remotas.
Discussões em tempo real em contatos
virtuais já fazem parte da rotina propedêutica e terapêutica.
Conhecimento
disponibilizado.
Relatos antecipados, por exemplo,
vai amanha ao profissional, no dia anterior responde a um longo questionário
fornecido, direcionando a historia clinica e chegando no prontuário por email.
Campo fértil de mídias comerciais,
muita atenção com os modismos e milacrias, curas de validades duvidosas,
verdades findas, que engessam o dinâmico curso do conhecimento.
Infere-se que dentro de algum tempo,
o dispositivo que usamos para comunicação, envio de dados se tornará um grande
aliado diagnóstico e terapêutico.
Hoje já é possível se medir a glicemia
e acidose, o gasto calórico, entre outros atributos.
Um dispositivo acoplado ao celular
apto a receber uma fita com uma gota de sangue fornece em segundos sua
glicemia.
Parâmetros alcançados e reproduzidos,
logo, qualquer taxa poderá ser medida.
Instalado um dispositivo se aufere a
pressão arterial, o pulso, e até registra-se um ECG ou um Holter de 24 hs.
Esse registro acoplado à atividade
física pode reproduzir uma avaliação ergométrica!
Em breve você fará essa avaliação
semanal e a disporá a seu médico em tempo real.
Breve chegará o dia, em que passaremos o i phonne sobre uma parte do corpo, como um
scanner, e ele produzirá imagens em 3d, e as enviará à um banco de dados, que por comparação fará uma suposição
diagnóstica, seja por ultrassom, ressonância, cintilografia ou matérias mistas.
Enfim chegaremos ainda na primeira
metade deste século ao tão almejado curativo, ou reparo genético, onde o mesmo
sistema de leitura de uma gota de sangue, enviará informações a um laboratório,
que analisará, e produzirá a partir daí um agente de reparo ao dano vigente
sanando a doença em fases muito inicial.
Portanto em termos de comunicação
médico/medicina com pacientes estamos apenas engatinhando e sugiro aos
profissionais da área que fiquem muito atentos para não perderem essa nova nave
que passa rápido, muito rápido.
JMS

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