Ferritina
Dr. João Mariano
Sepúlveda
Cárdio-Geriatra
@no_formol
O ferro é
elemento vital na nutrição humana, porém um dos que mais exige equilíbrio em
seu consumo e administração, se muito baixo faz extrema falta as funções
básicas do organismo, se muito alto lesiona células e órgãos inteiros. A
ferritina elevada tem sido achado constante em pacientes e muito tem preocupado
por seu relativo desconhecimento, ao qual vamos tentar trazer algumas
informações.
O ferro mais
comumente, ligado à hemoglobina, esta envolvido na nutrição celular e no
transporte de oxigênio. Nas anemias a avaliação dos hemogramas, em suas hemácias,
hematócritos, e hemoglobinas, são essenciais, no diagnóstico, controle, e
segmento destas patologias.
Com a evolução
nos métodos de pesquisa tornou-se possível dosar as proteínas de transporte do
ferro, a transferrina, e a de reserva do ferro, a ferritina, e determinar a existência
de patologia como a hemosiderose, doença que aumenta a absorção de ferro no
intestino, o qual se deposita em demasia nos órgãos, a saber, fígado, baço, coração,
pâncreas, cérebro, articulações, pele, etc, podendo levar a patologias
relativas como hepatite, diabetes, artralgias, e até insuficiência cardíaca.
Níveis de
ferritina sistemáticos acima de 1000ng/ml, caracterizam a hemocromatose que
pode ser adquirida e que tem por principais causas as anemias diversas, aumento
da ingestão de ferro, transfusões, e cirrose hepática, ou genética, que é
determinada através da pesquisa dos genes H63D e C282Y, genes HFE.
O tratamento
consensual é a sangria ou a quelação com deferroxamina, que é altamente tóxico,
um novo quelante encontra-se em desenvolvimento.
A expressão de ferritina representa no
indivíduo saudável a reserva, ou o estoque de ferro imediatamente utilizável
pelo organismo em caso de necessidade súbita mediante a um desequilíbrio do estado
de saúde hematopoiética.
Seu aumento é mais comum em homens, acima dos
45 anos, e mulheres pós menopausa, (a menstruação age como uma sangria fisiológica),
portadores de síndrome metabólica, hipertensos, diabéticos, ou pré diabéticos,
com gorduras séricas, elevadas, obesos ou com sobre peso e na maioria das vezes
com acentuado deposito de gordura hepática, esteatose.
Alguns tipos de cânceres,
como mama, próstata, cólon, fígado, e pulmão também elevam seus níveis.
Níveis abaixo de
1000ng/ml, e acima da faixa de normalidade, 250 a 300ng/ml, expressam uma
preocupação tanto para médicos quanto para pacientes, nessas proporções o nível
é tóxico porem não caracteriza de fato a doença, a dietoterapia reduzindo o
consumo de carnes vermelhas, vegetais verdes, e aumentando o consumo de cereais
integrais, fibras em geral, cálcio e fosfatos, e chás os mais diversos, o
estilo saudável de vida, a atividade física moderada, controle de stress, são
medidas gerais de auxílio. Em casos mais resistentes a sangria esta indicada.
A compreensão do
ferro como um ativo radical livre quando aumentado, leva a tentar recombiná-lo bioquimicamente, utilizando altas doses de
vitamina C, que em baixas doses, retém ferro, mas em doses altas se combina e
elimina, não só o ferro, como diversos
metais, a vitamina B6 e o promissor acido ferrúlico, parece mais adequado.
Ferritna não é
taxa, é marcador, por isso não deve ser tratada como se faz com a glicose e ou
o colesterol, porem , seu criterioso segmento é coadjuvante importante na
prevenção e preservação de saúde!
JMS

Olá, Dr. Mariano.
ResponderExcluirMeu nome é Luíza, tenho 24 anos.
Minha ferritina deu 1.017,9 ng/Ml e o ferro sérico 189.
Tenho hábitos saudáveis e desconheço que possua alguma patologia.
O que pode ser?
Obrigada.